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A mostrar mensagens de 2015

Do próprio

É normal teres saudades minhas.
Eu por vezes, também tenho saudades de mim mesmo.
Do próprio.

Mas não sinto que seja próprio. Devia ser outra coisa.

E dever é faltar e a mim custa-me ser lamentoso.
Só o faço por desabafo.
Só o faço porque quem não tem nada para dizer, desculpa-se.

Mas não sinto que seja próprio. Devia ser outra coisa.

E devia... mas não é.
Devia ser imaginável para ti.
Para que pudesses escolher. Para que a tua existência fosse mais que uma sorte. Para a liberdade.
A ti soa-te a coisa excêntrica.
A mim pulsa-me como direito divino.

É-me próprio.

Mas não sinto que seja próprio esconder-me.
Lamber feridas na escuridão.
Assistir de longe às tuas desprezíveis reacções passivo-agressivas... Reforçando ignorâncias.
Sabes que não tenho medo de infelizes. Nem de transtornados. Nem de cobardes.
Não tenho medo de ti.
Desconsidero as tuas infantilidades. As tuas sonsas agressões fugazes.
Vitórias que nunca vi.

Nada te pertence aqui.

Nem o breu.
Aqui... É tudo meu.

Tudo o qu…

A minha música é melhor que a tua! - City and Colour - Woman

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O Dallas está de volta.
Depois da chatice de álbum que fez a meias com a Pink, o rapaz ressuscitou e avança para o disco novo de City and Colour com este Woman.

Sublime.

Merdas Sentimentais - I

I

- Merdas sentimentais. O problema disto tudo são Merdas Sentimentais.

Não se define... E ele nada inventa ou aumenta, quando lhe chega bem dentro, o vazio do que deveria chegar.
Ali não há exagero.
Não é como a maioria, gente que não se sabe comportar. A sua convicção nunca esbarra no ressentimento ou no entendimento alheio. Para ele são só Merdas Sentimentais, a causa disto tudo.

- É como estares a ouvir alguém por cortesia. Quanto não te apetece fazê-lo.
- Sim...
- Ficas ali com aquela cara. A tua única cara para todos aqueles momentos de desinteresse. É a cara menos genuína que tens.

Ele tem razão. Faço-o constantemente.

- E ali ficas. A testar a resistência até à tua pior desculpa. Não há microexpressão que te salve.

Ele ri. Tem uns dentes bonitos.

- Com sorte ninguém vai dar pelo teu enfado. Possivelmente só davam pela tua vontade depois de dares um tiro na cabeça.

Realmente... As pessoas estão de tal forma autocentradas, que ignoram toda e qualquer essência.

Eu mesma.
Ontem…

FEL DAS VELHAS - Os pequenos

- A senhora tem aqui uma cadelinha tão bonita.
- É... Chama-se Bianca. Faz muita companhia... E é muito boa vigia. Dá sinal de tudo.
- É tão meiguinha.
- E agora 'tá magrinha que foi mãe. Eu tive até que deixar de lhe dar de comer... Você sabe... Enquanto o Joel não foi por os piquenos ao rio.

Nota do autor: Esta história é "mais que baseada" em factos reais.

Fight Club for Kids [with Chuck Palahniuk]

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Um dos meus favoritos :D

Adoro os livros deste senhor.


Artur Gonçalves - Vamos a todas, não escapa nada

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Desde que me lembro que vou a arraiais, bailaricos, festas de santos populares, na província e na cidade.
Sou um "moinante".
Gosto de vadiar com o resto da "trugia" noite fora, sem destino nem propósito. Fazer festa porque sim. Simplesmente por estar vivo.
Endoidecer aos poucos e ver nascer do sol.

É lindo.
É mágico.

É nessa vida que conhecemos o fabuloso carnaval que nos caracteriza.
É por aí que aprendemos Portugal.

Desde que me lembro que ouço um pouco por toda a parte, as rimas de Artur Gonçalves, roubando sorrisos.



(Eu também acho que o Bairro Alto está cheio de entulho.)

Hoje Artur Gonçalves luta contra o Alzaimer.
Espero que com um sorriso na cara.



FEL DAS VELHAS - A subtileza

- Ahhhhh. Tu é que és filha da Maria, não é?
- Sou. Sou sim.
- Ahhhhh... a tua era tão bonita... Era mesmo bonita quando era nova.
- Muito obrigado.
- Não és nada parecida com ela...

Nota do autor: Esta história é "mais que baseada" em factos reais.

FEL DAS VELHAS - Eras para ser um desmancho

As velhas rudes admiraram-se muito.
Ninguém sabe realmente a causa de tanto espanto. Empíricamente falando, as velhas rudes são mais susceptíveis ao factor surpresa que as restantes pessoas.

- Ahhhhh... Aqui estás tu. Olha como tu estás
- Olá Ti Lídia. ´Tá boazinha?
- Ai que rica menina. Estás tão bonita... E tu que nem eras para ter nascido! A tua avó e a tua mãe queriam que... tu percebes... o teu pai é que na tava de acordo... E eu também não. Eu bem lhe disse. Tudo se cria melher.

Nota do autor: Esta história é "mais que baseada" em factos reais.

A minha música é melhor que a tua! - Against The Current - Fireproof

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Ela é tão mini...
"Pocket" mesmo...

HEY... PAROU...

HEY... PAROU...

Calma,
Calminha,
Ou como se dizia nos anos 80, Calmex!

Muito obrigado pelo interesse e agradeço a dedicação mas deixem-me chegar.
Sei que são os melhores leitores do mundo - graxa nível básico - e não tenho escrito com a frequência desejável, mas uma pessoa faz "coisas".

Podem deixar de enviar mensagens que o blog vai voltar em força.
Vai ser um verão a varrer.
Todas as semanas a dar-lhe na "rudelândia", com rubricas novas e muitas surpresas...

Agora vou acabar de fazer "coisas".  

Até já e obrigado pelo carinho.

Daniel

O INVERNO - Alvíssaras

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"Alvíssaras, capitão, Meu capitão meu General..."

Também eu te renego demónio. Deixa-me ficar com minha alma.

Eu sei o que fazes.
Vens de noite, inventando a tempestade e um novo pesadelo. Para me quebrares. Para me deixares moído e mal-disposto. Para me endividares. Queres vender-me invernos passados. Outras almas de veneno, mensagens corrompidas e aflições.

Eu já sei.
Já ouvi essas historietas todas. Já me passaram à frente dos olhos e até já as li.
Até tive de enjoar, carradas de imitações. Falsificações baratas cheias de vento frio. Uma substância nenhuma cheia de nada.

Hoje quando acordei já sabia o guião.
Como?
Tenho o texto decorado. Enraizado por todo o corpo. Batido por toda a estrada.
Foi só mais uma actuação.

Alvíssaras?
Podes ficar com as palmas todas que eu só quero que o Inverno acabe.

Da mim?
Mais nada.

O INVERNO - O que é constante

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Este Inverno já teve mais fibra.

Parece que quer desaparecer com um sorriso. Trocista o canalha!
Deixa o sol fazer a sua parte de dia, para depois me encolher à noite.
Nos passos que repito.
Nos passos onde me retiro.

O telefone nunca pára.
São outros tempos... Distantes dos dourados pechisbeque e das mentiras compulsivas. Pode ser até uma questão de hastes, de lentes ou de falta de olfacto.
Parece que a droga continua um bom negócio. Há fome de fartura e de mesura.
A extinção está por todo o lado e dá nestas coisas.

Admite.
Assume.
São outros tempos.

O telefone não se cansa.
Há uma estranha leveza... Mesmo quando tudo investe contra mim. Ainda assim... "Olha para ti. Feliz no desassossego."
Falo com botões, com espelhos, com o que tiver de ser. Falo porque ainda tenho voz.
Vou ficar rouco de tanto festejar. Perdi a conta aos pontos que tenho de avanço.
E balanço até dançar.

Estafa-te
Envelhece-te.
Que o teu tempo não é da mesma estirpe do meu.

O telefone é inevitável.

O INVERNO - Cheiras bem. Cheiras tão bem.

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Sabes disso porque continuas a precisar de uma mulher-a-dias.
Porque há gente louca por todo o lado a agir tão normalmente, que é de doentio.
Porque há espiões psicóticos em negação.
Porque não há rasgo que te atormente. Porque não tens medo. Porque já estás por tudo.

Deixo-me colidir.

Deslizo para dentro dos meus lençóis novos.
Ah... Viva o luxo.
Nada é pequeno demais a esta hora da noite. Não há memória que me possa angustiar, nem decisão futura que me apoquente.

Até desconfio do que escrevo e à cautela, faço a minha pausa para me certificar que nada explodiu. Que ninguém gritou. Que tudo continua tão calmo como antes.

Uma noite lenta.
Finalmente...
Merecida.
Acarinhada com uma nova saudade.
O teu cheiro.
Cheiras bem. Cheiras tão bem.

Sabes disso porque nada mais desejas.
Porque estás quase absoluto.
Porque só usas "quase" por falsa modéstia.
Porque te divertes com isso.

Deixo-me eclodir.

Resvalo brandamente para dentro do mim.
Que viva o júbilo.
Tudo me aquece sem me afoguear. Tudo me…

O INVERNO - Não corras

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"Coisas perigosas para fazer nú."

- Cozinhar.
- Andar de mota.
- Breakdance.
- Espirrar.
- Correr pelo meio do mato.

Continuo a precisar de uma mulher-a-dias.
Profissional e discreta. Escusa de passar a ferro.
Sou contra.
Dou-me mal com a falta de movimento.

Daí chegar tão depressa aquele momento arfante e lambuzado.
- Espera, espera...
(Não me apetece nada, mas tenho de por ordem no assunto.)
- Que foi?
- Não tenho preservativos. Não podemos fazer nada.
- Não sabes estar preparado?
(Obvio. A culpa é exclusivamente minha. Tenho de andar sempre pronto para a cobrição.)
- Não 'tava à espera. Não saio de casa a pensar que vai acontecer.
- Esquece isso...
- Como?
(Hã? Ouvi bem?)
- Não há problema... Eu tomo a pílula...
(Curiosamente isso não me deixa mais descansado.)
- É melhor não.
- Sério, entra dentro de mim. Não há stress. Já viste como estou?
 (Já. Já mas tenho de abandonar. Para bicheza já me basta a que anda por aí.)
- É melhor não arriscar.
- Não arriscas nada. Tranquilo. Eu porto-me bem.
(Es…

O INVERNO - Lagostins Judeus

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Preciso de uma mulher-a-dias

Sabes disso quando estendes roupa às quatro e vinte e cinco da madrugada.
Até podia ser ao contrário, mas não.

Preciso de uma mulher-a-dias e de saber o que querem dizer as minhas notas. Auxiliares de memória para gente doida com mania de artista, viciada em conceitos.
- Contemplar, absorver, criar, inventar, redefinir e marcar.

Mas porque raio escrevi eu Lagostins Judeus?

Mesmo quando estou indolente, depressivo ou derrotado nunca desligo. Não consigo. Os demónios saltam-me no peito a cantar... Coisas das causas... E por algum motivo faz-me sentido.

Sabes disto quando gostas de os ouvir cantar até ficares exausto. Até podia ser ao contrário, mas não.

Lagostins Judeus?
Uma piada de mau gosto sobre a circuncisão, ou uma metáfora anti-semita. Eles que põem em risco todas as outras espécies endémicas.
Rejeito a segunda.
Não faz o meu tipo e eu adoro os meus amigos Judeus. Adoro fazer a minha piada a meio do debate, "Cristão Novo, tenho três palavras para acalmar…

O INVERNO - Estou em entrevista... Sintoniza.

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A esta hora - e se tudo correu como esperado - devo estar na radio a falar sobre o EP novo da minha banda.

(Procura a frequência ou o link da emissão em https://www.facebook.com/amorterrorrock )

Já está?
Fixe!

Já agora façam "gosto" na página, partilhem com os vossos amigos, comprem qualquer coisa, passem no youtube, ouçam a música dez vezes seguidas - até gostarem dela - ou apoiem-nos de alguma forma.
Quem não gostar, que o diga publicamente.

Vocês têm o estranho poder de nos ajudarem de variadas formas.

Fica o apelo.

A esta hora devo estar com o meu amigo Bruno, a falar sobre coisas que não são necessariamente interessantes para todos os que gostam de Amor Terror ou que me lêem neste blog.
Por exemplo.
Normalmente vocês estão-se nas tintas para o "processo de gravação" ou para a "mistura dos temas". Também a mim me interessa muito mais o resultado final, que o tipo de cofragem utilizada na construção da casa.
(Este aparte foi mega rude. Literalmente das obras.)
E …

O INVERNO - Nunca me dei bem com o sono

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Este Inverno não tenho dormido nada.
Parece que estou a voltar à minha antiga doença do sono e isso é mau...
Muito mau.

Estou a prever um tratamento de choque.

Conheço estas histórias de cor.
São sérios e compridos planos de sequência. Cores arrastadas em composições complexas.
Lembro-me de todos os sonhos e de todos os pesadelos.
Enredos cruzados, de violência sensorial extrema.
Tudo... E com todas consequências.

Talvez esteja há demasiado tempo exposto.
Agressões variadas... Algumas auto-infligidas...

Mas que posso fazer eu?
Sou dos que gostam de sentir. Aproveitar todos os centímetros da estrada e inventar trajectórias.
E que se lixem os centímetros. Quero milímetros, detalhes, coisas sublimes e sem certezas.

É defeito.
E o feitio também é uma merda.

Boa noite.

O INVERNO - Nove conselhos para as gajas no Inverno

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1 - Não sejas chata.
Salvo algumas excepções, várias pessoas conseguem sentir a baixa de temperatura simultaneamente. Escusas de referir ao assunto constantemente.
Especialmente quando não queres estar no sitio onde estás.

2 - Arranja-te.
Curiosamente com o avançar da idade as mulheres vão ficando mais friorentas.
É normal que o homem comum estranhe tal característica. É que existe um tremendo contraste com a disponibilidade e resistência apresentada no passado... Quando a senhora tinha 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21 anos.
Depois houve um namorado, uma zanga, e os calores voltaram aos 28, 29, 30 anos.
Quanto mais solteiras e soltas, menos frio têm.
Lembra-te que existem sempre "coisas" mais quentes.

3 - Por cima e por baixo da roupa.
A cena dos pêlos continua. Não há defeso. Tudo a rapar e a aparar como dantes.
Não usas saia tantas vezes, nem vais à praia, mas se eu quisesse uma lixa... comprava!  

4 - Sim. Estás mais gorda.
É só isto.

5 - Aproveita e deixa os lugares comuns descan…

O INVERNO - Visitas quentinhas

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Tudo para estar "quentinho".
Absolutamente tudo.

É esta demência que me interessa. É a loucura dos hibernantes que me fascina.
Tudo se transforma quando não estão "quentinhos".

Pessoas que passam três estações do ano num hedonismo narcisista extremo, delirando com espelhos, regendo a vida em função da aprovação dos outros... Não se importam do ridículo estado a que chegam durante o Inverno.

Tenham paciência.
Deixar de tomar banho, evitar sair de casa, entalar as calças do pijama nas meias... É ridículo.
Passar dias com uma tenaz na mão a "snifar" o fumo da fogueira, estar a ver televisão com um saco de água quente nas mãos, ou ter um cobertor com 250kg na cama... É ridículo.
- Ah mas eu só me sinto "quentinha" quando sinto "peso" em cima de mim.
Fácil. Tapa-te com um gordo.
Nem precisas desse pijama piroso tipo Auschwitz, que custou os olhos da cara.
Nem do robe da feira.
Nem das meias de lã da Nazaré.

De repente aí estão vocês... C…

O INVERNO - Visitas

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O Inverno é decadente.
Pelo menos o que eu conheço.
O boreal.
O que está sempre irritado e a irritar toda a gente, só porque tem de esperar pela Primavera. É um fanfarrão.
Nitidamente é a estação do ano com maiores problemas de autoestima.  

O Inverno insiste em esconder as pessoas. Em lhes mudar a cara.
Gosta de as tornar mais feias. Adora o desconforto. O desconsolo. O desalento.
E adora ser chato.

O Inverno só pode parecer bonito quanto todos os restantes estão piores.

É por estas e por outras que muitas pessoas evitam sair no Inverno. Não se sentem à vontade.
- Que se lixe. Vou hibernar. Acordo um bocadinho no Carnaval e depois "pufa". Volto a adormecer até ouvir um passarinho.
(entenda-se que segundo os parâmetros actuais, "ouvir um passarinho" significa, invejar alguém, depois de ver uma foto com algum sol numa qualquer rede social.)

Adiante.

Está aberta a época de "paneleirada" do costume: "Eu hoje não vou sair."
Porque está a chover. …

O INVERNO - Duas estrelas cadentes

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Há semanas que não durmo, porque há meses que não sossego.
E há anos que ando nisto.

Fico-me pela esperança de um dia não haver tanto dantes. É que preciso mesmo de ter o que fazer. Não gosto de me dispor à espera do nada, quando foi ele que me plantou ali... e por nada.

Fico-me por aqui.
Talvez para manter a paz e o sossego. Talvez tenha aqui alguma coisa entalada? Talvez seja por antes?
Talvez seja por dantes?

O dantes era normal.
Dantes havia Inverno, sem alertas ou alarmes.
Chovia, nevava, fazia frio... Era o que tinha de ser.
Era normal.

Hoje.
Hoje está tudo por fazer "à pala" do dantes e dos que vivem lá... mesmo no meio do dantes.

Para mim tanto faz. Resta-me agasalhar e para andar ao frio, com os olhos no céu. Coleccionando sonhos...

Juro.
Ontem vi duas estrelas cadentes.
Foram as duas para ti.

O INVERNO - Elas evangelizam

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Este Inverno fartam-se de bater ao portão.

Ao meu lado está um cão muito sério e atento. Pronto para tudo. Afinal de contas, é gente que não é cá da terra e com a gandinagem que anda por ai, há que ter prudência.

Andam ai a evangelizar.
Querem me salvar. Dar-me "uma palavrinha".

Costumam vir aos pares, de papel colorido nas mãos, cheios de fé alambicada e retórica fraquinha.
Trazem sempre o mesmo sorriso de missão, contido e cordial, enquanto me avaliam o espirito.
O pitch é rapido e inconsequente.
Agradeço e despeço-me educadamente, rebatendo a insistência ao desejar um resto de bom dia aos caminhantes.

Ou seja.
É sempre a mesma cantiga.

Mas como este inverno fartam-se de bater ao portão, cheguei à surpresa de encontrar quatro moças à entrada dos meus domínios.

Quatro.

Quatro raparigas novas.
Quatro miúdas sorridentes e felizes. Fervorosas missionárias, cheias de calor divino no peito.
Todas de saia.
Todas de botas.
Todas de cabelo apanhado e com aquele ar de "prof…

O INVERNO - Prólogo

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Eu não gosto muito do Inverno.
Nunca gostei!

Não sou amante dessas coisas.
Ter frio faz-me sentir um mariquinhas.
Desses mesmo. Daqueles que se mexem ao toque do desconforto. Encolhidos como se não lhes crescesse barba. Escondendo o peito como tivessem decote.

E não contem comigo para a extinção da "machesa".

Volto com essa missão,
Volto para liderar.

Volto para vos lembrar que há ainda mais um mês de Inverno.
Deste Inverno.
Deste que me aborrece com a sua cadência torturante.

Repetindo e vulgarizando toda uma espécie. Todos os dias, todos os dias, todos os dias, todos os dias, todos os dias, todos os dias, todos os dias, todos os dias, todos os dias... e mais copy pastes me apetecesse fazer.

Todos os dias uma merda qualquer.
Uma guerra, um escândalo, um assassinato, um atentado, uma brecha nova na civilização.

Volto para vos lembrar que são merdas desnecessárias. Que afinal de contas, também está nas vossas mãos fazerem alguma coisa além de engordarem. Além de se tentarem tornar em fa…