sexta-feira, maio 23, 2014

O Diário - III - Um novo tampo para um tempo novo

Tenho de ir ao tabaco.

E o isqueiro também berrou.
Ocasionalmente acontece.
Os isqueiros berram e nós temos de adquirir outro.
Há quem meta isqueiros alheios no bolso... "sem querer"... e é por isso que eu tenho de adquirir outro... Para que alguém me peça "lume" e "acidentalmente" fique com ele.
- Epá desculpa. Isto é um vício que eu tenho. Acabo sempre por guardar o isqueiro.

Entenda-se:
Vício = Gamar.
Guardar = Gamar
O isqueiro do Daniel = Objecto que faz fogo... para Gamar.

Mas tenho ainda outro dilema:
Preciso de trocar o tampo da sanita.

É que aconteceu uma coisa.
Uma insignificância.
Um pequeno acidente, envolvendo duas malucas, uma câmera de filmar, cinco gramas de branca, umas velas e duas garrafas de gin, gelado - sabores clássicos: morango, chocolate e baunilha - chantilly, fruta da época e toppings sortidos.
Aconteceram umas cenas e... vejo-me... obrigado a "redecorar" a casa de banho.

Muito sucintamente:
"A força" da lente no comportamento humano.

A verdade?
"O tempo da sanita está velho."
Pelo menos foi o que o simpático cabo Rosa, me disse enquanto se despedia de mim.
- Para a próxima eu mesmo lhe telefono. Fica prometido.

Posto isto, deparo-me com vasto e complexo mundo de acessórios de plástico para louças de casa de banho.
Tenho mesmo de o substituir.
Ainda por cima uma gaja estava saltos e partiu lá qualquer coisa.
Eu nem sei bem o nome daquilo, mas no video vê-se bem.

Ora é preciso um novo tampo para um tempo novo.
- Parece um slogan político.

Se me quiserem contactar e não responder no prazo habitual, provavelmente estarei à procura do tampo perfeito.
Compulsivamente analisando todas as opções - desde a mais vulgar, às novas tecnologias - pelas lojas tradicionais, grandes superfícies, chineses, internet, etc.

Que bela maneira de passar o tempo.

quinta-feira, maio 22, 2014

OS PINGUINS NÃO MARCHAM, ABANAM-SE COM ESTILO! #52


O Diário - II - Deixa lá ver se me lembro

Desde a última vez.
Deixa la ver se me lembro.
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5ª Feira:
Sais do computador, fazes o jantar, estás aborrecido.
Fazes listas.
Mensagens, telefonemas, mensagens, telefonemas. Está tudo na mesma, e tu, aborrecido.

O camarada não sai. Hoje não se trabalha mais. Está cansado, mas está sempre.
Não importa.
Arrancas para a guitarra mas nada sai.
Não importa porque é bom na mesma.
Sais de casa, passeias o cão, voltas às dores, até mais não dar.
Voltas para casa.
Mudas a água do balde do cão, voltas às dores, voltas aos comprimidos.
Lês. Fazes listas. Ouves música. Fazes listas. Sorris e adormeces.

6ª Feira:
Acordas, respondes às mensagens e beijinho no cão. Comes qualquer coisa à pressa e vais trabalhar. Páras.
E voltas a trabalhar.
Vens mais cedo porque logo há tropa e tens de abrir o quartel. Vens mais cedo para tratares do cão e de ti.
Fazes um jantar digno e importante. Saboreias em silêncio o vento que se levanta... porque logo há tropa e não podes falhar.
Tomas mais comprimidos.
Ligas a quem tens de ligar, arrancas para onde tens de arrancar e chegas.
Chega-lhe um copo para a coisa acelarar.
Chega-lhe outro porque a conversa está boa. Fumas.
Mensagens.
Atende. Volta a atender.
Faz contas e volta a fazer.
O tempo passa porque tem de vencer.

Mandas 100€ para o lixo dentro de um maço de tabaco vazio.
Vazio como a tua cabeça envenenada.
O tempo passa porque tem de vencer.

Chega-lhe um beijo porque tens saudades. Chega-lhe um abraço porque tens saudades. Dá-lhe uma festa porque te queres dar.
Comes qualquer coisa para não desfalecer.
Chegam.
Amigos, cigarros, copos, mais cigarros, histórias e mais copos.
Levantas a mesa que não se quer levantar. E ali perduras até a tropa desertar.
Vais até casa em passo lunar. Abres a porta com o amigo a arfar. Fazes a festa enquanto te podes baixar.
Vestes qualquer coisa porque o frio veio para ficar.

Apanhas a mentira que queres apanhar.
É o costume que veio para ficar.
Nos olhos alheios vês o que se está a passar e vais passear com quem quer vadiar.
Fumas e pensas e não páras de andar. Sempre a passo até a dor apertar.
Assobias.
Tens saudades, mas não dizes nada.
Há gente que precisa mesmo de descansar.
Mas tens saudades do que ficou por falar.
Fechas o portão, depois a porta, e deitas-te com a canção que queres propagar.

Fazes listas.
Storyboard. Locais. Shots. Pré-produção. Lentes dos amigos. Maquinas. Cartões de memória. Guarda-roupa. Shots. Cor. Luz. Fotografia. Cor. Luz. Fotografia. Cor. Luz. Fotografia. Reflectores. Shots. Aberturas. Guião. Pessoas. Slide. Steady. Cor. Luz. Fotografia.
Mais.
"E um terraço!?
Foda-se!
Alguém que te arranje a merda do terraço.
Um sitio onde só se veja o céu.
Mas será assim tão difícil?"

Fumas. Deixas cair a caneta. Apanhas a caneta e chapas com ela na secretária.
Beijinho no cão. Vestes umas calças porque está frio. Porque tens dores.
"Foda-se os 100€?"
Telefonemas, mensagens e amanhã logo se vê.
Lá te lembraste do que tinhas para lembrar.

Cais na cama e ouves música.
A música nova que vais transformar. A música nova que vais gravar.
Assim que achares a merda do terraço.

Tens saudades, mas não dizes nada.
Há gente que precisa mesmo de descansar.
Adormeces feliz por nada acontecer.
Adormeces feliz por ninguém te mandar a mensagem que não queres ler.

Sábado:
Acordas ao telefone.
Às 8 da manhã lá os vais recuperar. Alivias, suspiras e vens-te deitar.

Acordas ao telefone.
"Sim é claro. Vamos embora."
Do nada ao qualquer coisa é sempre uma aventura.
Ficas feliz por não seres tu a ter a ideia. Pela vontade alheia.
Ignoras as outras mensagens porque está muito calor e muito sol.
Ignoras o que te faz sentir mole.
Pesado. Cansado. Farto de permanecer.
Moído, chocado, sem nada a dizer.

Arrancas pelo vento, até à pior praia.
A praia mais feia que podes visitar, com as pessoas mais feias que poderás encontrar.
E mesmo assim "é fixe"!
Tens dores mas não estás preso. Nem o telefone te chateia. Nem sabes do que se passa no resto do sentimento.
Ris-te, porque dá para rir.

Fome, supermercado, viagem, beiras, bom vinho. Daquele aéreo.
É hora do petisco, com conversa entre dois terraços, acima de tudo o que é campo.
Tomas comprimidos.
Cozinhas.
Coisas simples só por diversão.
Estás aflito com dores mas embebedas-te rapidamente, porque o melhor em estar dormente, é deixar apenas a alma sentir.
A garrafa é tua e trazes reforços nos bolsos. É hora de outras festas.
Chegas num instante às meças, que te fazem pensar duas vezes no Futuro.
Esse papão!

Parabéns meu paneleirão.
Amigos, beijinhos, abraços, e a noite acaba cedo, porque existem criancinhas.
Chegas sem querer saber do que possa acontecer e pões-te a andar.
És sempre tu e ele.
Até à cama chegar.
Quando tudo está a girar.
Quando tens de te levantar.
Só para o mundo acalmar.

Acordas a meio da noite com dores. Zero mensagens. Zero preocupações.
Não há noticias nem decisões.
Nem saudades.
Simplesmente podes voltar a adormecer.

Domingo:
Dormes mais um pouco e acordas diferente. Acordas mais contente e acordas toda a gente.
"Levantem-se que está calor. Vamos embora. Andor."
Sentas-te no banco de trás de óculos escuros.
Está quente como gostas tanto.
Comes qualquer coisa à pressa duas vezes até lá chegares.
E encontras quem não esperas encontrar.

Mais de quinze anos.
Mais são mais de quinze anos sem com ela falar.
Não sabes o que dizer, não tens tempo para perder mas prometes recuperar.
Voltas meio atarantado, por tanto se ter passado, e pelo que mudou na vida.
Fixas o nada, ardes com a ferida.

Futebol. Adormecer. Açorda de camarão, voltas para junto do cão.
Pim.
Mais mentiras.

Vais ver como está a tropa.
O capitão está sozinho no quartel e ajudas no que podes para suavizar o "pincel".
Fechas o que tens a fechar e visitas a tabanca vizinha.
Chegas para uma abaladiça quem nunca vem sozinha.
Uma abaladiça tão franca, de cigarros e bandeira branca. "Aquela é tua, a outra minha"
Sentas o que resta para sentar, e ris com quem anda a festejar.
Sem demoras retornas, para ritualizar.
Caminhas cansado bem devagar, ignorando as vidas que queres ignorar.
E torna-se fácil.
Bem mais fácil.
Quando chegas a confessar, às sombras da noite que te acompanham, o que ficou por entranhar, sendo o único que todos estranham.
E torna-se fácil.
Bem mais fácil.

Voltas. Foges ao vento. Segues a luz. Até chegar perto.
Bem perto.
Sentado descansas onde não te devias sentar e sujas as calças que não querias sujar.

Retornas à base de cabeça vazia.
O cão tem sede. Tu tens fome. A guitarra tem saudades e o papel ainda mais.
Mas não lhe dás mimo.
Tens saudades, mas não fazes nada.
Há gente que precisa mesmo de descansar.

Como não tens sono, fazes qualquer outra coisa.
Ilegal obviamente.
Para ver a magia da arte dos outros.
E  adormeces clareando deitado e dorido, ouvindo aquilo que queres que seja ouvido.

2ª Feira:Toca o telefone.
Acordas de manhã cheio de tremores. Com o estalo sentido, no corpo os horrores.
Esticas doi. Vestes doi. Andas doi. Dobras doi.
Fazes listas.
Fazes o que tens a fazer, com o prazer e certeza de que vai doer.
E quando acabas.
Fazes outra vez.

Ignoras as listas.
Tens mesmo de as ignorar.
Mensagens, telefonemas, mensagens, telefonemas, mensagens, telefonemas. Está tudo na mesma.
E a mesma doi.
Assistes de robe à vida dos outros.
Tomas banho, os comprimidos, lês sobre os fracos e oprimidos.
Vais ao pão fintando o vento, agasalhado por fora mas não por dentro.
Sopa de peixe.
Telefone, telefone, telefone, telefone, telefone e mais telefone. Enquanto, computador, computador, computador, computador, computador e por fim telefone.

Ansiando talvez as mensagens queridas, mezinhas escolhidas que te curem as feridas.

Vês televisão. Jantas. Vês mais televisão. Apanhas mais vento.
E voltas a estar aborrecido.
Noite fora esperando a boa nova que chegará com a aurora.
Adormeces sem pensamentos.
Sem sentimentos.
Sem nada...
Só sonhos.

3ª Feira:
Acordas feliz.
Chegaram as frases que querias ouvir.
Estás mesmo feliz.
Já tens saudades.
E não interessa o que te querem vender. Porque pelo menos ali, nada existe.
E mesmo que alguém insiste, nada te pode afectar.
Estás feliz por ali não estar.

Não queres saber de mais nada.
Absolutamente mais nada.

E mesmo que tentem e voltem a tentar, não há maluqueira que te possa apanhar.
Não há força para te asfixiar. Não há dulcineias para ir salvar. Não há corrente que te possa amarrar. E nada que apague o que ficou por lembrar.

Vais trabalhar. A máquina só pega quando a terceira mandar. Apanhando a molha que queres apanhar.
E explicas explicando o que tens a explicar.
Pega à 1ª para regressar, num sopro constante para enfim chegar. Arrumas por fim o que tens a arrumar e...
Fazes duas máquinas de roupa.

Tentas o que tens de tentar.
O que consegues tentar. O que podes tentar. O que queres tentar. O tento que faça a luta vibrar.
O sim que faça a noite brilhar.
Mas nada consegues.
Não importa. Não interessa.
Dormes sempre bem porque tens vitórias para isso. E não há nada para vencer. É escusado arriscar.
Jogar só por jogar? É coisa de quem não sabe ganhar.

Não vale a pena. Não importa. Não interessa.

Ficas em casa a recuperar.

Olhas para as listas.
Fazes o que fazes sem te apressar.
Jantas, vais levantar dinheiro, compras tabaco, elaboras os planos que andaste a inventar.
Somas silêncios sem te preocupar.
Fazes mais gelo porque está a inflamar.
E cais no sofá para o filme apanhar.

"Que alivio!"
Sossegas.

Ligas coisas às tomadas. Fumas. Fazes festas ao cão. Mensagens? Chamadas? Ele diz que não. Descansas de andanças, de torto o chão.
Segues o ritual, e riscas palavras nas listas.
Para mim do mais banal, para ti bravas conquistas.

Deitas-te lúcido.
Informado novamente.
Acordando por acordar, e matar o que é doente.

E torna-se fácil.
Bem mais fácil.

Afinal por quem és?
Não tens saudades, mas dizes tudo.
Que não nasceste para ser mudo.
Há gente que precisa de descansar.
Gente que só é gente por se respeitar.
Adormeces feliz por nada acontecer.
Adormeces feliz por ninguém te mandar a mensagem que não queres ler.
Escutando o sonho com plena ilusão.
De mudar o mundo com uma canção.

Acordas, respondes.
Acordas mais leve.
Acordas e fazes as coisas que tens a fazer, pensando apenas no que é o teu dever.
E se o dia está para solicitações.

Organizas o resto durante o santo banho.
Escreves o diário com enorme tamanho.
É hora.
Vai-te. Some-te.
Chega de trabalho. Chega de palavras. Enterrem-se os versos, cheios de coisas parvas.
Vai-te vestir, daquele teu jeito, de cabelo louco e sorriso direito.
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São 18 horas e 42 minutos de 4ª feira, dia 21 de Maio de 2014.
Vou jantar fora!

quinta-feira, maio 15, 2014

O Diário - I - Um futuro e uns dentes.

Tenho de escrever um diário.
A única maneira de conseguir ir escrevendo recreativamente passa por voltar à formula adolescente.
São coisas dos tempos. A velocidade da vida e merdas afins. Basicamente, tenho tudo e mais alguma coisa para fazer.

Aqui está ele.
Espero que não seja secreto, nem ficarei à espera que os nazis me venham buscar, sequer será tão interessante como as páginas de uma adolescente na plenitude da puberdade, mas andará lá perto.

E... que fique bem assente... E "como manda a lei", não terá fim.
Um dia chegarão a este blog e estará outra coisa qualquer, provavelmente bem mais absurda que a minha própria vida.

Mas existem coisas que simplesmente não conseguimos inventar.

Na passada 3ª feira tive de comparecer de urgência no consultório de um dentista.
Um tipo novo, português, da calça de ganga, bem disposto e comunicativo, que me explicou que já devia ter extraído os dentes do siso há muito. Aparentemente, tenho uma boca demasiado pequena para tantos dentes.
(Eu sei que "dentes" é um tema super interessante mas isto tem um seguimento.)
Acontece que os meus, fazem uma pressão tal uns nos outros, que vão rachando a estrutura do dente até o partir.
Assim se sucedeu com um pobre pré-molar.

(Aqui é que a questão se torna realmente interessante)
Segundo o sitio Wikipédia, "este é um tipo de dente de mastigação, devido a sua parte oclusal. Possuem forma de pentágono, são menores que o canino, tem as suas bordas convergentes, as arestas mesial e distal são semelhantes. O 1º pré-molar é maior que o 2º pré-molar."
Ora como eu sou um gajo muito pouco mariquinhas e nunca tenho dores em lado nenhum, foi preciso sofrer durante mais de 24 horas e nascer um quisto debaixo do filho-da-puta do dente para o ir tratar.
Conclusão:
Agora tenho de gastar uma pipa de massa na merda de um implante, para não parecer que trabalho nos "carros de choque".

Foi a 1ª vez que um dentista não brasileiro me arrancou um dente e devo dizer que o rapaz, foi bruto.
Aquilo doeu.
Aquilo foi à macho.

1º porque como eu sou um gajo muito valente e consequentemente, extraordinariamente imbecil. Informei o Dr. que não era preciso "abusar na anestesia". Só para ele saber quem era este menino.
(Para a próxima quero produto do bom. E muito. "Bué mesmo".)
Depois porque existe uma diferença de idades relativamente curta entre os dois e a minha exuberância capilar, de uma forma involuntária, acentuava a sua "pré-calvície".
(Não me acusem de presunção, eu sou mesmo excelente a ler micro expressões.)
Para finalizar, o próprio confessou inveja em relação à minha dentição, que apesar de lesionada, é melhor que a dele.
O dente veio bem, mas na parte do quisto - que ainda por cima tinha o formato de uma pêra e um nome estranhíssimo, uma coisa mesmo à profissional dos quistos - eu vi a luz.

A tamanha dor, fez-me suspirar para o lado um sentido... "foda-se"!

Uma palmada nas costas, um "bacalhau", um sorriso cúmplice, uma receita, dois sacos de gelo, e 50 "balas".

Toma vai buscar!
"Se aparecesses aqui mais vezes, nada disto acontecia".
Excepto a parte das "balas" é claro.

Pior têm sido os dias de recobro.
Ora estou com uma "pedra cavalistica", ora estou cheio de dores.
(Eu sei que "cavalistica" é palavra que não existe e alguns putos que lêem o blog não chegam lá, mas perguntem aos vossos país. Muitos deles sabem mais e melhor de "equitação", que eu.)
Aqui me encontro.
De baixa.
Dormente.

É quase impossível ver a cor dos meus olhos.
O meu sofrimento tem sido atenuado por um "kit pedrada", composto por antibiótico, analgésico, anti-inflamatório, uma garrafa de aguardente, e um ansiolítico, só por causa dos nervos.  

Excusado será dizer que ando manso como um cordeirinho... nível presépio. Estou incapaz de reagir -seja lá a que for - ou mesmo atingir o orgasmo.
Daqui só "pó Patriarche".
(Perguntem aos vossos pais.)

Que retirar desta minha experiência?
(Sim porque isto um gajo chega a uma fase onde retira conhecimentos de experiências e vice-versa.)

Não andam criancinhas aos gritos pela rua, "O meu sonho é ser dentista." Também nunca conheci ninguém no liceu com os olhos brilhantes, teorizando sobre Medicina Dentária (Odontologia no Brasil). "Adorava ser dentista", ou "O sistema Estomatognático é fascinante", "Salvaremos o mundo dente a dente".
Muito honestamente, dificilmente conseguiremos inspirar as massas através da desvitalização de um dente, ou pelo estudo da mandíbula, mas há piores maneiras de ganhar a vida.
(E ganha-se bem rapaziada... olha olha... Eles não são nada parvos.)
Alem disso podes receitar "cenas" e és medico - o que deixa sempre uma mãe feliz.
Atenção, és medico num nível socialmente desprestigiado - por aqueles toleirões da neurocirurgia - mas protegido quanto à tragédia humana.
Tens de ser muito tanso para matares alguém numa cadeira de dentista.


Eu próprio penso que perdi uma carreira interessante. Uma profissão à minha medida.
Bem.
Estou sempre a tempo.

Vejo sangue, sei de drogas, tenho "um guito" e ainda posso confrontar o paciente - que já por si se encontra numa posição física e mentalmente inferior - sem grande peso na consciência.
Basta por-lhe aquela mini radiografia à frente dos olhos e explicar, "Vês a merda que dá não apareceres aqui de vez em quando. Agora olha. Pagas mais!"

Por outras palavras é claro.

OS PINGUINS NÃO MARCHAM, ABANAM-SE COM ESTILO! #50


quarta-feira, maio 07, 2014

GRAM ME

Eu tenho um instagram, onde faço o que as outras pessoas fazem quando têm instagram.
Geralmente quando mo pedem para descrever, muito sucintamente lhes respondo "é um instagram".
A única real diferença que existe é que... é meu... ou melhor, é dos senhores do instagram, que ganham dinheiro com o instagram de cada um dos utilizadores do instagram.

"Então se ele (o instagram - entenda-se) não tem nada de especial, porque hei de te seguir no instagram?"

Epá...
Não sei...

http://instagram.com/danielmoscovo

segunda-feira, maio 05, 2014

Maio e os Pontos de Situação

Epá epá epá...

"Mas porque é que não tens escrito no blog?"
"Há muito tempo que não escreves nada. Que se passa?"

Passa-se tudo.
Eu também tenho saudades de escrever sobre coisas rudes e doidas. Mas não tenho tido tempo.
Eu sei que soa a desculpa de quem não faz nada, mas neste caso é o inverso.
Tenho feito demais.
Prometo.
Juro.

Até estou cheio de ideias e de listas. Coisas que vou apontando aqui, ali e nas enormes horas que estive a fazer acontecer.
O problema é que no meio disto tudo, tenho de descansar. Não posso arrancar para o computador e ensaiar sobre tudo o que imagino ou experiencio.

Não posso mas vou tentar...

Beijinhos abraços e muito obrigado pelo carinho.
Ah e... até breve.

"É hora"

A Dieta - 5 - A Pesagem

IMC - 26,33 Sobrepeso Não me posso pesar todos os dias. Diz que torna a malta ansiosa e acho que a ansiedade engorda. Posso-me pe...