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A mostrar mensagens de Maio, 2013

Um dos grandes perigos em adormecer no sofá

Um dos grandes perigos em adormecer no sofá, passa por acordarmos de madrugada, enquanto passa uma novela portuguesa na televisão.
Nem a baba, nem aquela sensação de corpo dorido, conseguem ser tão incomodas.
Julgo ter acordado com um dialogo passivo-agressivo entre um Martim e um João. A contenda passa pelo dominio de uma empresa onde ninguém trabalha. Sinceramente não consegui perceber ao que se dedicava a empresa, ou porque as personagens desejam controlar tão pouco produtivo projecto.

Diariamente se promove o aumento da qualidade da ficção nacional, o bom nível que os actores portugueses têm, do desenvolvimento do cinema luso, na diversificação de conteúdos nas televisões, etc.
Tudo mentira.
Existe sempre uma Constança que ama um Martim que é filho da Maria Rodrigues Vilaça e do riquíssimo Manuel Maria Vilaça - que é um escroque que matou o irmão Julio numa maquina agricola qualquer para ficar com o monopolio dos vinhos Vilaça. Este senhor é sempre muito austero e nunca sorrirá a não …

Assim não vale (Ensaio sobre o desconforto)

Assim não.
Assim não vale.

Está frio.
Mesmo muito frio.
Já passamos o meio de Maio e diz quem sabe, que vai nevando por terras lusitanas.
Assim não.
Não precisava de revoluções nem de futebóis. Aguentava a pobreza numa bolsa gasta, das que fecham com cordões.
Aguentava-me.
Respirava fundo tolerando a ignorancia alheia. Que triunfe o que é estúpido e todos os cultos ao desnecessário.
Que triunfe católicamente.
Como um padre de óculos.
Que me interessa?

Agora assim não.
Assim não vale.

Estou farto. Já perdi conta às desgraças. Aqui condenado sem alegação ou julgamento.
Sequer posso troçar dos monocromaticos emigrantes que vivem em terras de gente feia. Ao frio e à chuva rodeados por mulheres de pés grandes, lá para os nortes. Cambada de duendes amantes da tecnocracia dos bárbaros.
Nada me aquece.
Não há sol que abençoe esta terra.

Assim não.
Assim não vale.

Não sou bicho de desconforto.
Como posso escrever ou tocar com as mãos empedernidas? Roxas. Sem pinga de sangue. Como? Preciso de…

O verdadeiro canibalismo

Estou a tentar imaginar uma cura.

Ando sempre a tentar curar-me. Como um drogado nos anos 90.
Uma cura.
Uma formula mágica que resolva todos os meus males.

Temo que não exista comprimido certo ou sábia mezinha que me fortaleça o espirito. Que me dê uma saúde de ferro - ou de outro material mais capaz.
Temo que não haja fim para o verbo temer e que passe o resto da vida devendo à coragem.
Maleitas contrafeitas em globalizações made in china, designed in the u.s.a.
Merdas doidas.
Canibais.
Esta é a verdadeira maneira de nos comermos uns aos outros. Acompanhamos o ingrediente principal com medo.

Há madrugadas assim.
Horas fugidas onde deito tudo fora.
Para conseguir dormir.
Para descansar do mundo e das pessoas. Das miudezas do destino. Das certezas e do desatino.

Estou cansado de me fazer valente.
Resistir é tarefa, dever e missão. Não é vocação.
Resisto porque tem de ser. Para ser o mais livre possível. Para dar sentido à palavra liberdade. Para passar o testemunho aos vindouros. Amaldiçoados. …

A minha música é melhor que a tua - Oh No Fiasco - Why Is It So Hard

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Que dizer...
É uma boa canção :)