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A mostrar mensagens de Janeiro, 2013

Viver na cidade é para meninos

Viver na cidade é para meninos.
O campo é que é de homem.

"Home"

Aqui sente-se a dureza das adversas adversidades e respectivas conjunções coordenativas adversativas.
"Desconversar"

Na noite da passada 6ª parou de chover.
Para mim tudo bem, mas para a maioria dos agricultores ainda não choveu numa quantidade satisfatória.
"Faz falta. Estas terras estão sequinhas."

Minutos depois levantou-se o vento com megalomanias adolescentes.
É o mal da globalização.
Agora qualquer vento de merda quer ser um furacão como na América. Alertas com cores apanleiradas e telejornais reality tv
Um fim do mundo novo a cada noticiario.
Um gajo agora vai fumar um cigarro à rua e está sujeito a apanhar com uma chapa de zinco pela mona.

Quando o sol nasceu na manhã de Sábado outra paisagem reinava.
Muros caídos, chaminés tombadas, estradas sujas, etc.
Pior só mesmo verificar que não havia electricidade. Bem insisti com o interruptor. Cheguei mesmo a conferir o "quadro".
- Porque é…

Fellows Nervous - Pum Pum

Eu nem sei bem por onde começar.
Apesar de já ter gravado/produzido algumas bandas, confesso que tenho um carinho especial por Fellows Nervous.
Esta proximidade tem origem na relação quase familiar que tenho com os membros da banda. Ao fim e ao cabo, "é rapaziada" que vi crescer. Lembro-me deles quando eram pequeninos.
Putos.
Eles lá foram crescendo pelos discos de Nofx, Descendents, Lagwagon e Quim Barreiros.
Cedo compreenderam o prazer de ver nascer o dia, depois de uma festa de verão. O valor da amizade e todas as conversas insólitas que um depósito de abafado caseiro proporciona.
A importancia de permanecer live valorizando a diferença.

É gente que gosta de rir.
Como não?
Basta reflectir no que é Portugal.
Existe algo de mágico neste país folclórico. Um colorido demente, à beira do delirio, de gosto duvidoso transformado em kitsch.
Apesar de tudo, somos todos gente do campo.
Está-nos no sangue.
Haverá quem discorde, quem reaja ignorantemente, quem renuncie à própria pe…

Este país não é para velhos

Este país não é para velhos.
Nem para novos.
Não é para ninguém.

Ontem lesionei-me na coxa da perna direita.
Aqui estou.
Estendido e tapado num sofá branco a sofrer classicamente. Comprimidos, botija de água quente, creme analgésico, aquecedores ligados e no máximo.
Tudo porque estou a envelhecer.
Lesionei-me como um futebolista, e aleijei-me como um velho.
A unica coisa que fiz foi subir a um banco. Um "mocho" que já esteve em todas as casas e sobreviveu a todas as partilhas. Também ele branco e também ele idoso.
Mal fiz força, senti a picada aguda enfraquecer-me. Desequilibrando-me.
Como ontem de manhã ainda era novo, não liguei. Deixei-me andar e fiz tudo o que tinha planeado afincadamente.
À noite, muito jovialmente, fui jogar à bola com a rapaziada. Durei minutos. Poucos. Muito poucos.
Ao segundo toque de magia, voltou a dor. Lancinante.
Mais forte. Mais cortante.
Mal conseguia andar.

Dizem eles que é uma contractura muscular. Dizem que é do frio e que em menos de uma semana poss…

A minha música é melhor que a tua - The American Scene - Blood Orange

Imagem
E perguntam vocês?
"O que é que o Daniel andará a ouvir?"

Aqui vos deixo The American Scene. Uma banda com gajos carecas com fitas da guitarra pro-homesexual.
Agora a sério.
Aqui fica uma grande canção da rapaziada da  Bay Area, bem nerdy, produzida pelo talentoso Sam Pura. 
Espero que gostem.



P.S - Para os mais entendidos. A mistura fenomenal.

Feliz 2013

Boa tarde

Estou um pouco amachucado. Parece que acabei de sair da máquina de lavar.
Ainda não consegui tirar uns dias para recuperar do grande ano de 2012.
Foi um ano cheio, intenso e comprido.
Além das minhas actividades habituais, um livro (Ameaça Fofinha - Corpos Editora), um disco (Amor Terror - Lista Negra - Beibi/ Nmusic) e três telediscos (Defying Control - Time Changes e Dreams; Amor Terror - Isabel).
No estudio, produzi um disco e dois eps, para outros projectos que estrearão em breve.
Para promover Amor Terror uma série de concertos, showcases e entrevistas.
Nos intervalos ainda arranjei tempo para organizar um mini festival (Food Summer Music) e me estrear como professor.

As noites pareceram dias e os dias pareceram noites.
E não fiz mais porque não consegui. Por falta de dinheiro, de tempo, ou de vontade alheia.
Porque o meu país não me deixou.
Porque há sempre alguém que prefere o nada à dor, ao riso, ou à felicidade.

Mas o que se pode fazer?
É continuar.

Por agora tento descansar …