segunda-feira, dezembro 17, 2012

Como comprar o AMEAÇA FOFINHA em casa?

Já está no mercado.

A partir de hoje podem adquirir o livro Ameaça Fofinha online.

Se a ansiedade for muita. Se não conseguirem esperar que ele chegue às livrarias, podem encomendar o vosso exemplar nos links abaixo.

Versão fisica.
http://www.worldartfriends.com/store/1811-daniel-filipe-ameaca-fofinha.html
ou em
http://corposeditora.com/site/mostra_obra.asp?idcoleccao=20&idobra=1167

Versão digital (ebook)
http://www.worldartfriends.com/store/1812-ameaca-fofinha.html

Fofuras e até breve.
Sejam rudes e comprem o livro.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Ameaça Fofinha


Olá.
Como já devem ter reparado tenho andado um pouco afastado do blogue. A verdade é que 2012 tem um ano muito cheio. Estes meses finais não foram excepção.
De um momento para o outro, ofereceram-me a oportunidade de publicar um livro com os meus versos. Fiquei tão surpreso com a proposta e com a rapidez de todo o processo que ainda não consegui digerir esta nova situação.

Mas que sei eu disto?
Que sei eu de coisa qualquer?
Agora já não há nada a fazer. O contracto está assinado e um homem de barba nada teme.

É com grande orgulho que vos venho apresentar o meu primeiro livro.
Chama-se Ameaça Fofinha.
Muito sucintamente é uma compilação dos poemas que fui escrevendo ao longo dos últimos quatorze anos. Muitos deles ainda são da minha adolescencia. É um estranho diário sobre tudo o que se passou na minha vida até agora. Literalmente tudo o que possa imaginar. Não tem tema, linha condutora ou intenção.
Este livro sou eu.

Aos outros quilos de papel que ficaram por reler peço desculpa. Este é o passo que a minha perna consegue dar. Não há cabedal para mais.
Dores de parto.

Para lançamento optei por fazer uma coisa simples. Um agradável final de tarde, em vésperas de Natal, num espaço simpático.
Esta apresentação terá lugar no dia 22 de Dezembro, no restaurante Igormartinho.come, em Arrouquelas (Rio Maior - Santarém) pelas 18 e 30. A entrada é livre.
Desejo convidar-vos a todos para comparecerem e participarem na festa de lançamento do Ameaça Fofinha.

Muito obrigado e tudo de bom
O Autor

p.s - O livro alem da edição fisica terá ainda a versão digital para os amantes das novas tecnologias.

quarta-feira, novembro 28, 2012

Eu e o MAGO no podcast da FENDAMEL

Após o desafio do João da revista FENDAMEL, lá me aventurei a dizer uns versos.

Aqui fica "O inicio deste verão" dito por mim.
A sonoplastia, que foi uma total supresa, é do MAGO.

Espero que gostem



Revista cultural FENDAMEL
http://www.facebook.com/Revistafendamel?ref=stream

MAGO
http://www.facebook.com/MAGOPT

domingo, outubro 21, 2012

A mais vistosa

A mais vistosa

Ainda és uma menina linda com todos os sonhos do mundo?
Daquelas que não estão acordadas a esta hora?
Das que se vão levantar cedo a um Domingo.
Para um passeio. Para um almoço. Para tudo o que é suposto.
Mantenho-me o oposto.
À Noite, ao frio e pelo meio da estrada,
Fugindo ao que me foi imposto,
Por mim, por ninguém, por nada.

Arrefeço por memória e pela glória de me reconhecer.
Exilado em nenhum estrangeiro na esperança de estrangeiro ser,
Contemplando o céu estrelado, indeciso pela mais vistosa,
De brilhos não percebo nada e tu preferes prosa.


quinta-feira, agosto 09, 2012

O inicio deste verão

O inicio deste verão

Está uma noite linda.
Festas por todo o lado. Vontades a toda a prova.
- Para os mais conjunturais - É inicio do mês.
Havendo poucas certezas, barulhos e outras miudezas.
Não me sinto em conformidade.
Até me posso interrogar, qual filosofo pós tecnologico,
em doces perspectivas,
amantes de mil intrigas,
Fazer do verão um começo

Mas não há ponta que me console.
Não há riso que me traga vida.
Pedra dura em vida mole,
Da água salgada mais querida.

E está um a noite linda
Em poses de derreado.  Festas de lingua em lingua.
- Para os mais que são demais - É verão outra vez.
Havendo tantas belezas, festinhas e delicadezas.
Não me sinto em conformidade.
Deixo até de me indignar, qual vidente não teológico,
Aspirante conspirativo.
Rompante e criativo.
Fazer do verão um pretexto.

Mas não há ponta que me console.
Não há riso que me traga vida.
Pedra dura em vida mole,
Da água salgada mais querida.

01/07/2012

quinta-feira, junho 28, 2012

Saváz, Aveques e Derivados

Malta emigrante.
Compreendo que não se pode tomar a parte pelo tudo, mas ultimamente dans ma petite ville vocês têm-me feito a vida noir.
Eu sei que a diáspora portuguesa se farta de trabalhar, que as vacances são a altura do ano onde podem descomprimir, apanhar um soleil decente, que la vie dans le banlieue c'est difícil, que as coisas "na França" n'est pas como eram dantes,  mas tudo tem um limite.
au Portugal também temos problemas en la société, avec la politique, le chômage e tudo mais, mas não andamos a fazer barulho - e acreditem que nous avons des raison pour ça - a torto e a direito.
Vocês faire beaucoup de barulho.
É ouvi-los andar ai a fundo no vosso bruto renault 21 - bela voiture - estando sujeitos a magoar alguém, ou mesmo um animal fofinho.
Param o carro, começam a chinelar como se tivessem na Nazaré.
chambres.
Plus.
Esses mini cães que trazem ao colo nunca se calam. Tão sempre a ladrar em francês que é uma lingua estúpida para se ladrar.
E a mania que vocês têm de apaneleirar sonoramente o país. Sempre com o vosso patati patata, cheios de ténis brancos e camisolas de alças. Com essas músicas ridicule sem jeito nenhum que eu malheureusement já ouvi por ai.
As intermináveis explicações bilingues sur la chatte chauve da amant do vosso patron. 'Tou fatigé de saber que os magrebinos são uns naifistas do pior e que os "francius" não tomam banho as vezes necessárias.
Existem outras pessoas de férias.
Arrêter avec essa merda.
Cette merde ou o que vocês dizem. Vão-se baiser même maintenant.
S'il vous plait.

terça-feira, junho 26, 2012

Miúdas Religiosas e Radicais Livres


Os cadernos ficam com pó.
É assim que me apercebo.
Os cadernos ficam com pó e as listas sucedem-se em agendas cheias de compromissos.
Esperanças.
Futuros.
Oxalá.
Os livros ficam com pó e só consigo pensar em limpa-los. Em vez de lhes pegar.
Em vez de os voltar a ler.
É duro.
É uma dispendiosa luta contra a maldição.
Trata-se de resistir estoicamente à amargura.
Uma guerra contra o envelhecimento.
Salve-se o espirito!  

Existe um conjunto de sinais impossível de ignorar.
De um momento para o outro dou por mim a fazer uma data de coisas chatas.
Tenho compromissos aos Domingos. Acordo sempre antes da uma da tarde. Abraço os deveres domésticos com devoção. Faço exercício fisico regularmente. 
Depois do duche espalho pelo corpo em movimentos circulares,  uma dispendiosa loção hidratante anticelulitica e reafirmante.
Na embalagem lê-se: Hidragem 5 com centenha asiática e vitamina A.
- Este é o momento onde os verdadeiros heterossexuais deixam de ler esta prosa disfarçada -
Ora este creme protege a minha pele contra os "Radicais Livres".
E aqui a coisa se complica. Faz-me espécie.
Eu gosto de "Radicais Livres". Eu próprio sou um "Radical Livre". Sempre fui.
Fará sentido proteger-me de mim próprio?
Estarei assim tão crescido?

Talvez o mundo tenha perdido alguma liberdade?

Não sei.
Prefiro passear com banda sonora que enjaular-me filosoficamente.
Especialmente quando atravessamos o periodo onde as desigualdades intelectuais são fracturantes.
Noutra altura.

E este é o mal de ser preguiçoso!
Começo a pensar no conveniente em demasia.

Começo a conviver com miúdas religiosas.

Sei que "desse lado" esboçam sorrisos.
Toda a gente sabe que são as mais doidas.
E é verdade. Existe uma ligação estranha entre o lado mais animal da sexualidade com os aspectos organizativos da espiritualidade, vulgarmente chamados de religião.
É inexplicável.
As gajas adoram fardas, gajos de saia, e malta enrolada em panos no geral.
Sempre sem roupa interior.
E seitas?
Aquelas seitas maradas, suicido-psycho-killer onde o lider engravida toda a gente apocalipticamente.
As mulheres adoram.
Adoram papar a ostia, converter-se a uma merda qualquer, educar as crias para serem salvas, tudo para se afastarem da realidade.
Sei que "desse lado" voltam a esboçar sorrisos.

O que é realmente divertido é sair com uma miúda religiosa!
Quando saímos com uma "regular", ela aparece divertida e toda gira. Cheia de charme e brilho. Energia e sorrisos. No caso da "santinha" ela surge com aquele ar de ex-escuteira pseudo-decente. É sempre muito calma e cordial. Toda ela foi planeada para estar arranjadinha.
"Não foderemos artisticamente. Aqui o verbo é procriar!"
São sempre indecisas em relação a tudo e nunca tomam a iniciativa porque isso "é coisa de homem".
Se estivermos numa de exotismos temos de ter muito cuidado a escolher os locais, menus e até o modus operandi da coisa.
"Eu casava contigo mas já sou a fêmea nº 3 do filho do meio, do próspero e honorável dono da loja de detergentes"
Tragam sempre na lembrança que uns são mais tolerantes que outros e que ainda existem povos barbaros.
Em qualquer caso o processo de "ajuntamento" ficará facilitado. Basta encarnar a personagem de "demónio tentador".
Ela fala de Deus eu falo-lhe de pecado.

O grande contra é que apenas são divertidas na cama.
Estrondosas! Absolutas! Doidonas!
O antes e o depois é um martirio. Um penitente e aborrecido calvário.

Algumas nem dão para embebedar.

Nota: A minha próxima acção directa será invadir uma missa todo nú apenas com a inscrição "Radical Livre".
Embriagado se possível.

quarta-feira, maio 23, 2012

O gosto de Deus

Confesso que me agrada a confusão que a minha atitude espiritual deixa nos outros.
A duvida instala-se.
"Mas ele é crente ou não?"
"Será muçulmano?"
"Ou muçulmano ou budista. Ele tem a mania que é estrela. Ele é dessas coisas?"

Ninguém sabe.

A minha familia nunca teve uma militancia à organização.
Geneticamente nunca podia fazer parte de uma religião estruturada. Missas, horários, cuidados alimentares e penitencias afins... mas o que é que isso tem a ver com ser boa ou má pessoa?
(Duvida pilar existencial e metafisica da minha familia mais chegada - Tudo se resume a isto).

"Hum... ele é de Lisboa... filho da baixa burguesia de esquerda. Ele é evolucionista. Céptico. Ora ateu ora agnóstico. Sequer foi baptizado!"

Orgulhosamente não baptizado. Os meus pais tiveram a decencia de restringirem ao carnaval o periodo onde me podiam vestir ridiculamente. Alem disso a minha mãe sempre foi muito protectora e os padres sempre tiveram má fama.
Entenda-se que o ditado, "como picha em cu de padre" não veio do nada.

Ora quando a final da liga dos campeões terminou com a vitória do Chelsea FC, o jogador David Luiz ajoelhou-se apontando com os dois indicadores para o céu. Pouco depois festejava com uma t-shirt com a frase: Deus é fiel.

- Estes brasileiros! - exclamou o meu amigo - Mas quem é que disse que Deus queria que o Chelsea ganhasse?

Pensei. "Deus não se deve meter nestas coisas."
Aliás ninguém sabe ou soube, seja o que, for sobre preferencias divinas.
Estando, sendo e sabendo Deus tudo e mais alguma coisa, do infinito infindo sem fim, não me parece que seja divino ter preferências sobre um clube de futebol.
Posso estar errado, talvez em pecado, mas não estou a ver Deus nosso senhor a ver a bola no sofá feito de nuvens e um cachecol com a inscrição "Eu sou o Criador".
Deus não quer saber de futebol.
Ele já sabe quanto vai ficar o jogo, quem marca, quem vai ser expulso...

Deus é interpretativo. Só assim pode ser.
Imaginem saber o que Deus acha? Como seria a nossa vida se soubesse-mos o critério do julgamento divino?

Se Deus revelasses as suas escolhas seria um "ai Jesus".

sexta-feira, maio 11, 2012

Notas - Pessoa normal

Eu não sei se sou uma pessoa normal.

Nunca me disseram que era bom ser uma pessoa normal ou ter uma vida comum.
Apesar de tudo, a minha vida não foi normalizada. Tem-se escapado com mérito a todos os normalizantes ataques de normalidade.

Um facto é que descobri em extensas diligencias cientificas, é que o normal é impossível de achar.
O sacana é um ponto intermédio entre outros dois pontos desconhecidos, entre o bom e o mau.
Classica bipolaridade dogmática e religiosa.
Filosoficamente, é anormal achar o normal. Cientificamente também.
Então como se determina a normalidade comum? A vulgar, a democratica, a de todos, a do povo.

A conversa do normal está sujeita a noções tão vagas como a da própria normalidade. O senso comum, o bom senso, a intensidade do toque no momento da grande penalidade.
Merdas sem jeito nenhum.
Coisas de quem não faz ponta de corno.
Desculpas para justificar apatia.

A verdade é que as pessoas acham o que é normal por comparação. Simples e infantil exclusão de partes.
Como um cão.
Para a maioria o outro será sempre a referência. No outro se encontrará o todo e por ai fora.

E aqui a coisa complica-se para o meu lado.

Ora se eu nunca ajo por comparação, não consigo saber o que é normal através dos outros.
Muitas vezes tenho a sensação de que a massa está profundamente equivocada. Que não é raro que a maioria exista e funcione em prejuízo de si mesma.
Julgo que o estudo da História serve para provar isso mesmo.
Estas bases são alarmantes.
Asim, e utilizando as ferramentas generalistas, não consigo saber se sou um tipo imaginativo ou um gajo mentalmente instável. Se sou doido ou iluminado? Se posso ser estas coisas todas ao mesmo tempo? Se é normal ser-se nada disto?
Mais. Será que o sentido da palavra normal foi desvirtuado e ela já não significa o anteriormente pretendido?

O que é penoso é ter esta repressão normalizante em cima de mim.
Este constante meio gás.
Esta sensação de me estar sempre a refrear.
A inquietude angustiada de não dizer e fazer tudo, da forma natural.

Ora tal não é normal.
Pelo menos não para mim.

segunda-feira, maio 07, 2012

Uploading - Restam 3 horas

Parte do meu trabalho envolve fazer upload de ficheiros enormes cheios de enormidades.
Alguns megalómanos outros cheios de megalomania.
Alguns ou outros, no meu ecrã falta sempre algum tempo para poder estar em liberdade.
Não vá a ligação cair.
Não vá o diabo tece-las.
Não vá qualquer coisa.

Enquanto faço outra coisa qualquer, fico sempre a aguardar.

Chove desde manhã e tenho de ficar recolhido.
Aguardo de castigo.

terça-feira, abril 17, 2012

Notas - As Tetinhas


Saio do estabelecimento à pressa, escutando a populaça acusar a velhota do ataque químico.
Ao chegar à passadeira encontro um homem feliz, com muitos dentes. Pede-me para assinar um papel onde se exige a criminalização do fado.
"Assine prontamente.
Assine porque assiste diariamente à degradação da juventude, ao seu envelhecimento precoce escutando essa coisa do antigamente. Esse mal que insiste em nos definir como gente atrasada. Essa peste sonora ora pós moderna ora tradicionalista.
Fado é crime!
Fado é crime e património de uma humanidade penhorada.
Assine prontamente."

Ora eu gosto pouco de assinar.
Todavia achei graça à frase "FADO É CRIME" e comprei uma t-shirt.
Para dar polémica. Só para a multidão ficar confusa.
Provoca-se pouco.
Devia ser como no leste.
Umas jeitosas em topless com pinturas anti-fado causavam mais impacto.
Que homem não é solidário com a causa da manifestante de mamas ao léu?
- Um homosexual!
Sim mas fora essa rapaziada? Quem?
Ah pois.
Qualquer tipo de protesto que envolva nudez, conta com o meu apoio.

segunda-feira, abril 16, 2012

Notas - O Bom, a Má e a Grávida

Às vezes interrogo-me.
Curiosamente é coisa que muita gente faz. As pessoas interrogam-se! Parece que é coisa estudada e ensaiada por filósofos.
Depois de me interrogar arranco para onde existirem letras e ensaio. Sem banda. Sem tempo ou objectivo. Não é suposto sair da garagem, mas sai sempre. Constantemente.
Eu sou assim.
Nada guardo!
Já tenho tralha que chegue. Como não? Sou solteiro, bom rapaz e quase tudo cá por casa tem pó ou pêlo de cão.
À medida que arrebanho ideias e sensações - coisa sortidas - vou anotando com método e tecnologia fina.
"Devia escrever uns textos no blog com estes temas."
Aqui estão eles.

O Bom, a Má e a Gravida!

O que de facto me surpreende é o fascínio que os ocidentais comuns atribuem às mulheres grávidas. Não me julguem mal. Eu não faço parte do governo chinês e compreendo a cena do milagre da vida. É tudo muito lindo e mágico.
Quase tudo.
Gazes não!

Existe certamente uma ordem secreta que insiste em ocultar o lado mais cheiroso da gravidez.
Eles escondem, mas sei bem o que se passa.

Sei bem o que acontece quando estamos naquela sala de espera, entre a velha faladora e a gravida em tons de bege.
Ela toda feliz de cabelo apanhado e com a mão em cima da barrigona.
Diz uma permanente para outra do outro lado da sala.
"Ai acho tão lindo. Deve estar a sentir o bebé a dar pontapés."
Ela sorri vaidosa por ter sido abençoada.
Abençoada sem preservativo por um "apanha copos" da discoteca.
"Está de quantos meses?"
Há quantos meses é que o teu marido pensa que o bebé é dele?
"Então está quase."
Está.
Está prestes.
Está prestes a rebentar.

Quando a bufa fecundada se espalha como um demónio pela sala, as permanentes deslocam o olhar para a avó impávida e serena.
A idade não perdoa e o olfacto já se foi.
"Há gente que não tem vergonha."
Parvas.
A prenha fingida olha para o lado, aproveitando a pele de ovelha para nos gasificar a todo.

Pobre avozinha. Está inocente!






segunda-feira, abril 09, 2012

Provavelmente é relativo

Provavelmente quando saímos da cama directamente para o sofá, assinalamos a intensidade da noite anterior.
Saímos com o nosso melhor andar zombie, palpando terreno até nos jogarmos às almofadas do moderno canapé.
Como está frio arrebanhamos a mantinha e assumimos a derrota por uns instantes.
- Casa de banho. Esqueci-me de ir à casa de banho.
A vontade aperta.
Abrem-se os olhos. Semicerrados. Obrigados.
Imagina-se um plano de acção que seja eficiente e pouco exigente em termos de energia.
Habilmente procuram-se pantufas já frias com os dedos dos pés.
- Ergue-te.
Desta vez és um super herói. Se estiver muito frio és uma santinha.
E tudo está um bocadinho fresco quando no destino. Tampa da sanita, água para lavar os dentes, a toalha para secar as mãos.
No fim desse ritual regressa-se mais desperto... um pouco mais acordado.
É hora de apressar o passo.
Ninguém deseja se atrasar para horas seguidas de ócio grosseiro.

Provavelmente é relativo.
É relativamente simples ensaiar uma hibernação.

terça-feira, março 27, 2012

Onde é que isto vai parar?

- É que se isto continua assim, eu não sei onde é que isto vai parar.

Sempre que se falam de aumentos de combustíveis lá vem esta frase.
Existe sempre um cidadão muito indignado que nos alerta para um "isto", que tem por grande problema desconhecer o local de "paragem"

Apenas desconheço a razão pela qual, os jornalistas não perguntarem de volta:

- Isto o quê?

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Naftalina Power

As pessoas até costumam estranhar, mas eu nunca fui dado ao Carnaval.
Apesar de em pequeno ter sido piloto de aviões, policia, rei, cowboy, Zorro, pierrot (este disfarce representa a minha mais intensa experiência homossexual), e outras personagens mais, nunca me ficou no sangue o espírito da coisa.
Mais.
Sei o que é uma "bisnaga banana"!
Bombinhas, balões de água, serpentinas.
Vivi o Carnaval pré-loja dos chineses!
Era suposto ter aquele apego afectivo às características da época.
Mas não.
Nada me excita.
Pior.
A maioria dos meus amigos endoidece durante os 3 dias de folia.
Todos fazem questão em se mascarar, com brio e detalhe.
Existe uma felicidade súbita que esvazia garrafas, barris e depósitos.
Os perfumes caros transformam-se em naftalina. Todos aos pulos em noites intermináveis que invadem manhãs.   

Devia-me mascarar...
Mas hesito.
Primeiro porque dá trabalho, depois porque faz frio.
Alem de que, só o faço apenas para acompanhar as outras, sendo eu a Maria.
O ano passado fui um golfer escocês. Este ano devia ser um esquimó.
Algo quentinho.
Algo elegante.
Não gosto da corrente estilística do "vamos nos enfeitar para ficarmos feios".
Para já existe gente que não precisa assim de tanto de trabalhar esse aspecto. Uma coisa é brincar, outra  é horrorizar. Estamos no Carnaval não no Halloween.

Para mim é muito aborrecido ter que pensar nestas coisas.
Eu faço-o ao logo do ano.
É o meu trabalho.
Ser criativo mais uma vez... custa-me.

Também ando muito mais cansado.

Só de me imaginar com os acessórios da personagem toda a noite, perco antecipadamente fôlego.
Talvez precise apenas de esvaziar a cabeça.
Algo surgirá.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Que quimadela chaval!

Eu adoro queimadas. Não gosto de fogos.
Gosto de queimadas.
Quando resolvemos incinerar o passado. Jogar-lhe fogo. Desaparecer com as coisas que não interessam. Incendiar o incomodo.
Lá vamos.
Vamos para o meio do mato ou para um descampado, decididos a terminar com o que resta, e esquecer o que nos condena.

Eu adoro queimados.
Queimados da cabeça.
Aquelas pessoas que deixaram de ser normais, como consequência do uso de drogas.
Não tenho paciência para eles.
Mas simpatizo.
A mesma simpatia que sinto por uma cobaia. Por uma rato de laboratório.
Sou-lhe agradecido.
Agradeço o exemplo. Agradeço o seu sacrifico em prol de uma solução.
Gosto de ver como a droga lhes deu cabo do pouco que tinham. Gosto de ver como acontece sempre aos mesmos.
É cientifico.
Não falo de drogados. Da malta do cavalo. Da rapaziada do Casal Ventoso, assaltos com seringas, curas no estrangeiro. Não falo de arrumar carros, roubar velhas na Morais Soares, malta da "ramona".
Não falo desses.
Esses tinham drogas do rock.
Falo dos actuais.
Falo dos passados, dos passadões e dos que estão prestes a variar.
Malta das festas com o Dj Qualquer num lado qualquer, numa after em qualquer lugar. Gente que aparece com a abolição da Chungaria em plenos anos 90.
Más companhias.
Sim que todos eram bons mocinhos. Tiveram azar.
Malta das drogas novas. Cenas com siglas e mais não sei o quê! Comprimidos, pastilhas, cheiros e aceleramentos.
Gosto deles.
Estão sempre a emendar-se. De epifania em epifania até à verbalização do ultimo ataque de lucidez.
"Meu eu agora vou atinar. Deixar-me da má vida. Orientar-me. Um gajo também vê."
Pois vejo.
Vejo que o cérebro não recupera.
Vejo que deviam saber mais.
"Vejo que já paravas de te mexer que só de olhar para ti enjoo. Parece que estou num barco. Pára sossegado."
Se calhar é a corrente de ar entre as orelhas que lhes gela a inteligência.
É aquele ar esquizofrénico-bipolar, sociopata desajustado, infeliz e estrilhoso. É aquele que sorri infantilmente, gritando à vida cantigas de protesto.
Como sempre, está tudo controlado. Tipo um hobby. "Eu sou tonto por opção".
Não não és.
És mal resolvido...
E quando te apercebes disso... vais-te esconder... e fazes a tua queimada.

A Dieta - 5 - A Pesagem

IMC - 26,33 Sobrepeso Não me posso pesar todos os dias. Diz que torna a malta ansiosa e acho que a ansiedade engorda. Posso-me pe...