quinta-feira, novembro 17, 2011

Rapidas considerações sobre o balanço dos balanços de balancé

Sim, balancé é uma palavra.

As pessoas devem-se lavar por baixo todos os dias. Mesmo as que trabalham de noite.

Ser-se mítico não é para todos.

Os imbecis que odeiam, inventam e atacam cobardemente as pessoas que fazem alguma coisa, estão sempre sujeitos a levar uma data de chapada nas ventas.

Os putos não têm cena própria. Não tendo cena, não há arte. Muitos destes putos vão continuar encenados por terceiros. É com grande falta de sentido cénico que terão projectos de cenas, que não se sabe porque raio de cena, nunca dão em nada. No fim de acabar essa cena, ouvir-se-à a cena do costume. Eles estavam só à procura da cena deles.
É a cena de quem não é da cena.
Ah e... Fora de cena quem não é de cena.

Quando eu digo "És da arte como podias ser das touradas" não te estou a tentar desprestigiar. Sequer pretendo ridicularizar as touradas.
Significa que ambas as imbecilidades se ridicularizem as elas mesmas.
Eu não tenho nada a haver com isso.

Os Pseudos estão vivos e recomendam-se.
Os Pseudo são como zombeis num jogo de computador. Há sempre mais um para matar.
Ser Pseudo está no cérebro, e na falta dele... e por falar nisso...

(esta é de um amigo meu, foi proferida há minutos)
"Não comprem casas. Comprem cérebros!"

Deixa-os dizerem o que quiserem. Muitos deles sequer sabem escrever.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Se eu fosse comum estaria no teu lugar

Tanta tempestade e chuva... parece que vivo num filme do Senhor dos Anéis.
Terrível dimensão. Cansa-me, farta-me e agonia-me. Sou mil vezes pior à chuva.
Sou escuro e eu não gosto de ser escuro.
Não existe nada que me convença da magia da chuva, do seu som embarrilante, do canto da ventania.
Não cobiço o quentinho, o forninho, a lareirazinha ou mantinhas, pijaminhas e aconchegados momentos similares.
Quando o prazer tem origem no desconforto soa-me a lugar comum.

Se eu fosse comum estaria no teu lugar.

Aos de fora... Nem lhes acenar com sol posso. Tão poucos temas de vantagem, tão pouca sorte amarrotada.
Já só nos resta a beleza física. A saudável, desejada forma, que só o astro maior nos dá.
Aos de fora, habituados à chuva e a tudo o que doí, resta-me entender a vossa amargura por tanto cinzento.
Resta-me a infelicidade de ser como os demais e caminhar vazio sem sol.

Agressão
Inveja
Ciume
Tanta tempestade e tanta chuva... parece que tudo me arde dentro.
A agua queima, a vida teima e os teimosos lutam com ela.
Brigam com tudo o que podem
E eu que acabo de queimar o peixe que tinha no forno, que posso fazer senão culpar esta vulgar e constante tempestade.

Ela afasta-me do mundo. Rasga-me pele. Deixa-me moribundo.
Ela tem o pior dos segredos. Entrega-se a todos os medos.
Delírios do pó vulgar, que o vento arrasta para me atentar...

Se eu fosse comum estaria no teu lugar.

Deixava-me perder perdido, nas palavras do menos amigo, num remendo de bebedeira.
Prendia o que era puro, nas masmorras do que não juro, no alto de uma ribanceira.
Rolando abaixo sujo, fugindo do que não fujo, de sangrenta e doida maneira,
Caindo de cabeça na multidão, desaparecendo de situação, exaurido pela canseira.

Já vou cão, já vou...
Deixa-me apenas matar estes versos, com a pressa de um imbecil que sente demais.
Sente-se Amor.

Hoje fico calado dentro desta tempestade que é gostar de ti.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Do trovejar às pilas na cabeça, vão milésimos de segundo



Está a trovejar.
Ora, quando trovejante lembro-me sempre de coisas tristes.
Como o casamento.
A desgraça começa bem antes da piroseira da cerimónia.
Começa na despedida de solteira da noiva.
Começa com uma pila de borracha na cabeça.

Talvez seja conservador, mas também escusam de parecer tão pouco virgens.

A Dieta - 5 - A Pesagem

IMC - 26,33 Sobrepeso Não me posso pesar todos os dias. Diz que torna a malta ansiosa e acho que a ansiedade engorda. Posso-me pe...