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A mostrar mensagens de Setembro, 2011

A paz e o pão nem sempre estão no mesmo verso

Às padarias e profissionais do pão da zona onde vivo:
Existem pessoas que gostam de comprar pão da parte da tarde. Não me serve de nada ter pão duro às 5 da tarde. Devem usar um endurecedor especial que ajuda a enrijar o pão mais depressa.
Mais.
Não é por andarem pela aldeia a buzinar feitos estúpidos uma data de tempo que eu vou sair e comprar pão buzinado. Aliás essa estratégia de marketing funciona sempre - vamos incomodar e irritar o cliente de uma forma predominantemente rude.

E muito sinceramente o vosso pão não é grande espingarda. Nem textura nem sabor. Esta a anos luz dos pães que tenho provado pelo país fora. Apenas tenho usado quando me falta a flor de sal em casa. Devem ter uma parceria com uma funerária com certeza.

Ah
Outra coisa senhoras que pedem coisas nas padarias locais. Não são Pauns. Na língua de Camões usamos a palavra pães.
A sanidade agradece.

As velhas da minha rua

Muitas vezes tenho de trabalhar ao fim-de-semana.
Não há outra forma.
Porém guardo sempre umas horas semanais para descansar.
Desta vez tentei aproveitar o sol e estendi-me lá fora em meditação ligeira até ouvir:
- Ó Ilízia.
Grita uma velha esganiçada, que insiste segundos depois mais alto e mais esganiçado
- Óooooooo Ilíiiiiiiiziaaa.
A velha é baixa e de óculos. Já tem o cabelo grisalho. Arrasta o passo curto com a maior pressa possível e apresenta-se estilosamente de bata. Botões e um padrão capaz de endoidecer qualquer sensor de alta definição.
Do outro lado do muro, a resposta vem em forma de urro.
- UUUUUUUUUUUUUUUHhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Parece uma sirene gay.
- Tás ai melher?
De repente uma cabeça desgrenhada surge espreitando ao muro.
- 'Tou pa'qui ó óhgar estes vasecos. Atão? Qu'andas a fazer?
- Vinha aqui a passar. Fui ali à farmácia comprar estes cumprimidos? - diz a velha de óculos, mostrando à outra um saco de plástico branco, cheio de cruz…

O Divã - IV - O irmão gémeo

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- Sabe Sr. Doutor, eu tenho um irmão gémeo.
A sala cheira a produto para as madeiras. Tudo brilha impecavelmente com antigamente. Como dantes.
- Sério? - Pergunta o homem enquanto se debruça em direcção ao divã. - Não me recordo desse irmão. Sequer anotei tal parente nas minhas notas. Já me tinha contado?
A surpresa é genuína.
Estes gajos passam tempo a mais a escolher carros caros para as vacas das filhas. Pequenas pegas oxigenadas.
- Não. Não lhe tinha contado. Desculpe.
Tenho de disfarçar este sorriso. Não quero que este gajo desconfie de nada.
- Antes de mais peço-lhe... como direi? Não se ofenda com a pergunta que lhe vou fazer, mas tenho de saber... e não querendo fazer julgamentos de valor, sem lhe atribuir qualquer sentido de má fé...
- Desembuche homem - Interrompo eu tanta atrapalhação.
Estes tipos são mesmos atadinhos.
- O seu irmão gémeo não veio aqui em seu lugar pois não? - pergunta muito sério.
- Não. Se nós trocamos? Não. - respondo sorridente.
- Ah... Que alivio. …

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Caros leitores.

Venho por este meio pedinchar para me ajudarem a divulgar a página deste blogue no facebook.
A treta do costume. Façam "gosto" e depois "partilhem" no vosso "mural" a página.

Agradecido

Tudo de bom

p.s- Se tiverem sugestões, ideias, ou simplesmente querem que eu escreva sobre algum tema em particular, deixem um comentário.
Vale tudo menos arrancar olhos.

A minha música é melhor que a tua - Thrice - Anthology (acoustic)

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Não se esqueçam de ouvir o álbum. Uma obra prima

Todas as palavras em francês são sexualmente dúbias

Dei por mim a preparar a rentrée deste blogue em ambiente adverso.
Não há nada divertido para celebrar.
As férias foram uma categoria mas acabaram cedo demais. Tudo está mais difícil. Até rir está mais complicado. Resta-me sofrer deprimido com os apocalípticos telejornais, olhando o verão tardio que insiste em Setembro.
Dei por mim a pensar:
Rentrée soa tão gay.

Portugal é um pais mariconso.
Portugal é apanleirado e já todos se habituaram.

Deve ser da influência da sobrevalorizada cultura francesa. Os meus pais na sua "juventude" ouviam "som" francês. Não sei bem o que mas soava mal. Soava como qualquer tipo de música francófona. Mais um bocadinho e era uma merda.
(Só uma questão. Quem é aquele preto do MC Solar que aparece em todos os manuais de francês? Quem é a besta que acha que nos vai sensibilizar para o estudo da língua francesa, através de hip hop medíocre? Perdoem-me. É trauma. Em todos os anos do liceu lá ouvíamos aquela merda. Mais valia por na capa o grande