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A mostrar mensagens de Julho, 2011

Saudades da Xungaria

Lembram-se quando andávamos na escola e conversávamos sobre que grupo é que iria dominar a sociedade no futuro? Que tipo de estratificação iria imperar no futuro.
É oficial. Posso afirma-lo seguramente:
A Chungaria ganhou.

E ganhou facilmente.

Quando muitos apostavam nos metálicos, com o seu mau aspecto e música de Satanás. Suburbanos de uma emergente classe média, com acesso a literatura subversiva e manuais bombistas. Nada. Também eles foram uma desilusão.
Os betos, pseudo-betos e os betos rurais. Cheios de juventudes partidárias e igrejas. Cavalos, motas e calças em baba de camelo. Oh meu Deus. Como angustiam eles agora, entre empréstimos e a procura de cunhas. Enfim. Também eles perderam.

A Chungaria ganhou.
São mais. Dividiram e conquistaram. Sem estratégia ou hipnose de massas.
Querem a prova?
Hoje não existe Xungaria!
Dizem vocês minoritários e a recuperar a lucidez - Ah isso é que existe. O que não falta para ai, são xungas.
Abençoado seja o xunga que não sabe que o é. Pa…

Rápidas considerações sobre uma noite de verão, a meio da semana, na Nazaré

Rápidas considerações sobre uma noite de verão, a meio da semana, na Nazaré

As ressacas existem.

Não existem Whiskys de 12 anos maus. Depende sempre do numero de pedras de gelo.

Na Nazaré ainda existem veraneantes que se vestem todos de preto, rematando com uns ténis brancos. Muita desta gente, fala francês e gosta de tatuagens de índole tribal.

Nesta altura do ano, é impossível fazer um concurso de beleza na Nazaré.

Os locais da praia reclamam junto das autoridades, uma maior contenção no uso de tinta para o cabelo por parte dos visitantes, afim de limitar os danos da poluição luminosa. As colónias de gaivotas vivem constantemente numa festa de trance.

Nunca alinhar numa noite de copos com um nazareno. Simplesmente não o podes acompanhar.

Ao pessoal da aventura e desportos radicais: Levem sempre par para uma noite deste tipo. Garanto que lá não se safam. Ou então não levem óculos.

Sabem aquele período da noite em que as mulheres começam a ficar bonitas, tudo lindo e apelativo? Lá, não exis…

O Divã - III - Cada um foge do que pode

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O consultório é de todas as cores menos da minha.
Eu tinha razão.
Eu avisei.
Isto é da terapia.

Tenho demasiadas coisas para fazer. Desta vez não existem listas. São histórias novas, algumas muito novas, outras novas demais.
Não procurarei papeis que perderei quando precisarei deles.
Aqui o futuro é outro tempo verbal.
Só por isto.
Imagine-se que existe destino e o tempo é inconstante. Delirante. Com vontade.
É por isso que não uso relógio. É por isso que chego sempre atrasado. Eu tenho o meu próprio tempo. Todos os que têm relógio estão mal.

Adivinha-me.
Farei tudo para não o fazeres. Sento-me com a mentira há tempo demais. Falo com este e com aquele. Vendo o que tiver e roubarei mulher alguma. Aqui não existem especialistas em malandrice. Estou reformado. Estou de férias e precisar de umas como deve ser!
Tenho demasiado para sofrer. Desta vez não existem listas. Só sonhos. Sonhos e trabalho. Tempos paralelos. Pesadelos e ataques de medo.
Há de tudo um pouco e made in china.
Com…

E sim, é sobre ti.

Odeio quando chego tarde demais.
Lamento que, me odeies por tal.
Como se tivesse a culpa, de ter vontade convulsa,
De querer parar por não ter sal.

Desculpa se te peço demais.
Desculpa ser, o teu nunca afinal.
Desculpa beijar-te a nuca, deixar-te rouca e nua,
Numa noite em espiral.

Nunca se esgota a vontade,
Nem nunca falha a verdade,
Quando te quero afinal.

Desculpa porque desculpa,
Desculpa porque tenho a culpa,
De te querer sem igual

Partes moles, cerebros vazios

Hoje estive em Lisboa.
Tive de ir fazer uma ecografia às partes moles... do braço.
Quando à espera, ouço a "menina" da recepção:
- Sr Afonso Pereira?
Os meus olhos encontram um senhor indiano de óculos, já velhinho, andando com dificuldade usando bengala.
E diz a "menina" que já tem idade para ter juízo.
Em voz alta para toda sala de espera ouvir.
- Ah, é o senhor da colonoscopia.