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A mostrar mensagens de Março, 2011

Um semana com um coelho infame

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Segunda feira, logo após acordar, deparei-me com este recado

"Daniel.
Não deixes o "coelhinho branco" ir para o quintal. A não ser que estejas ao pé dele, porque a ratazana ou um pequeno milhafre pode mata-lo.
Não o deixes ir para a casita onde o cão come, nem para debaixo do telheiro.
Não deixes os fios do pc caídos, ou a uma altura a que ele chegue.
Não deixes a mala ou os sapatos ou qualquer coisa que ele possa roer, no chão ou à "mão" dele.
Ele tem comer e água até eu chegar(a não ser que entorne a água, e ai tens de lhe por um nico.
Ele só faz xixi ao pé do frigorifico, por isso está lá a caixinha dele.
O balde e a esfregona já têm lixívia e detergente para qualquer eventualidade.
Ele está a deitar muito pêlo porque está na fase de mudança. Também tem andado um bocadito murcho.

Beijinhos e até logo"

O dia depois do 25 de Abril

Eu não voto. Aliás nunca votei. Não tenho cartão de eleitor e enquanto for um homem livre não o terei.

Desde pequeno que me interesso por ciência politica, ideologias, modelos democráticos, e coisas similares que envaidecem os civilizados.
Lia com vontade as enormes páginas dos jornais que meu pai comprava. Revistas e tudo. Ainda menino sabia como funcionava a assembleia da republica, as eleições, o nome das principais figuras dos partidos políticos, os poderes, o serviço publico, a essência mais nobre desta actividade fascinava-me. Adorava ver um bom debate, onde tudo é visceral e convicto. Tanto na televisão como na rádio.
Era isto que eu fazia quando dava descanso à bola ou aos carrinhos .

Mas o conteúdo será sempre mais importante que a forma.

Passado um tempo percebi que a politica do homem branco é escura mas banhada a ouro.
Percebi ainda que a politica serve muito pouca gente.
Que apesar de viver em liberdade, nunca me senti verdadeiramente livre.

No Lyceu, percebi que ainda havia …

Lista Negra

Chegou a hora de à merda ser arrancado,
De peito puro, tão maduro, já tão magoado,
À vida simples que me versa de tanta saudade,
Com ferros mói a Alma luta com o avançar da idade,

Correndo o sangue, importante em todo o esplendor,
Mordendo a língua e a ferida veneno sabor,
Cuspo o passado, o marcado e o plano vil,
Lanço o duelo e a lista negra num futuro a mil

Eu bem sei, vais fugir de mim,
Arde fundo a dor, que fugiu de mim,
Maldito sejas por desprezares o amor

Morte ao Deus que te castiga assim.
Na Lista Negra

Derrama agora , vá embora o gemido frio,
Melhor defronte que de costas o meu desafio,
Mata a mentira que delira sempre em contraluz
Prende a vaidade e não te esqueças do sinal da cruz

As invenções obrigações que arrastam a madrugada,
Demência triste e persiste à hora marcada,
Se a Liberdade, já salgada, é a maior conquista,
Porque estas gentes têm espinhas de contorcionista

Ensaio sobre balanços (II)

II

No terreno abandonado vivia um baloiço.
Cordas e madeira.
Sem segurança.
- Como todas as boas brincadeiras de criança -
Numa responsável e madura árvore,
No terreno abandonado.
Haviam finais de tarde. cheios de férias de verão.

Nunca achei graça ao balancé... Só para me sentar...
Descansar de outras correrias,
Não gostava de balançar até ficar tonto
Aquilo passava sempre no mesmo sitio
Demasiado repetitivo
- Eu sempre fui assim -
às vezes empurrava os cúmplices, Sempre mais forte e mais alto,
Não acreditava naquilo
Não me dizia nada
Gostava de escorregas.
Subir à torre e ver o que se passava. Olhar o horizonte.
Procurar exércitos inimigos,
ou pássaros, procurando o sucesso da expedição.
Terra à vista.
Sempre de verão. Sempre de calções.
Às vezes de óculos.
Futuros e futuras namoradas
- Porque de cima vê-se melhor -
Procurava escondidos, fugitivos que todos queriam salvar
Tudo o que balança como naqueles Verões, balança-me o estômago.
Sou agitado antes de querer

Coiso

Mais um debate sobre o estado da nação e eu emigro!