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A mostrar mensagens de 2011

O réu declara-se inocente

Nada tecnológico.
Qualquer dia esqueço-me de como se escreve.
De como se desenha uma letra.

Um dia destes
Um qualquer,
Deixo de ter insónias. Escuso-me.

Chego farto e gordo. Cheio de miudezas. Ora azedas ora amargas.
Ora eu sempre em açúcar, não me aprumo em cores de inverno.
Um
Dois
Três
Quatro

Alem disso desaprendo.

Tenho infinitas dificuldades em comunicar.
Se digo. Se verdadeiro. Se frontal. Se digno. Se justo. Se sincero.
Nada me serve.
Se escrevo, pior!
Corro ao dicionário para ver se me esqueci do significado da palavra.
Continua o mesmo.
Volto ao espelho à procura de empinamentos no nariz.
Ora se nasci assim.
Que merda querem que faça?
Arrebitado.
Olho e nada ostento. Não tenho riquezas ou saques. Nada para invejar.
Apenas asseio.
A higiene ainda não é crime!

Porque não me entendem então?

Acusam-me de heresias. Apontam-me o dedo enquanto se victimizam.
Passo sempre um mau bocado quando não tenho interprete.
- Eu não sei falar com esta gente. Eu que vou a todo o lado, que troco sorrisos em toda a parte, a…

Qual é o meu melhor lado? - (Amor Terror na Vox Trooper Tour - 5 - Lisboa - Musicbox - Offbeatz)

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5 - Lisboa - 176km

Há alguns anos que não tocava em Lisboa.
Calhou na primeira 3ª feira de Dezembro do corrente ano.
A ocasião surgiu com a gravação de um pequeno concerto para o programa Offbeatz (Sic Radical).
O plano era simples: Tocar o publico em 5 músicas.

Mais uma vez reunimos alegremente e a viagem decorreu sem incidências.
Pior foi mesmo o tempo gasto no transito lisboeta, entre milhares de sinais vermelhos e ruas cortadas, percebe-se bem que a cidade está em cuidados intensivos.
Não escondo que estava feliz por voltar a casa. Nasci lá, cresci lá e Lisboa está-me dentro. Soube-me bem ver as linhas de eléctrico, as iluminações de Natal. Cheirar as castanhas das vendedoras, ficar-me no transito olhando o que está em volta, sentir o relevo da cidade. Ver os prédios antigos, enormes e desafiantes. Ver os velhos e os seus cães, num banco do jardim, tentando perceber porque anda aquela gente ali. Olhando para o rabo das mulheres apressadas.
Velhos tarados.

Mal chegamos tratamos…

Não jurem bandeira alguma

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A minha musica é melhor que a tua (Bayside @ Hot Sessions - Sick, sick, sick + Already gone)

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Bayside é um culto.
Para festejar a minha comparência, deixo-vos duas verdadeiras canções.


Sick, sick, sick


Already gone

Viriato was a punkrocker - (Amor Terror na Vox Trooper Tour - 4 - Viseu)

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4 - Viseu - 800km

Foi o dia de todas as voltas. De todas as voltas e de todas as voltinhas.
Logo no rent-a-car um atraso daqueles.
Há gente que não gosta mesmo de trabalhar ao Sábado de manhã. Acha que se fizer as coisas devagar, tudo vai custar menos. É mentira.
A incompetência enerva e não é pouco.
O que vale é que o dia de sol aconchegou a atitude zen da rapaziada.
Feita a recolha dos efectivos, segue-se para Tentúgal. Sempre muito tranquilamente e cumprindo o código da estrada .
Chegados ao nosso destino, estivemos um pouco à conversa com o João Paulo da Quest Drums.
Esta marca de baterias é o mais recente apoio desta Vox Trooper Tour... e surpreende.
As baterias são lindas, modernas e têm um som enorme. Nós estamos a usar o modelo Q3.
Esta é a prova que podem existir instrumentos nacionais de qualidade, designed in Portugal.
A1, A25.
A noite já estava instalada há algumas horas quando chegamos ao Estudantino em Viseu. Fomos recebidos com simpatia. Os testes de som correra…

A minha musica é melhor que a tua (Thrice - Promises - live @redbull studios)

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Rapidas considerações sobre o balanço dos balanços de balancé

Sim, balancé é uma palavra.

As pessoas devem-se lavar por baixo todos os dias. Mesmo as que trabalham de noite.

Ser-se mítico não é para todos.

Os imbecis que odeiam, inventam e atacam cobardemente as pessoas que fazem alguma coisa, estão sempre sujeitos a levar uma data de chapada nas ventas.

Os putos não têm cena própria. Não tendo cena, não há arte. Muitos destes putos vão continuar encenados por terceiros. É com grande falta de sentido cénico que terão projectos de cenas, que não se sabe porque raio de cena, nunca dão em nada. No fim de acabar essa cena, ouvir-se-à a cena do costume. Eles estavam só à procura da cena deles.
É a cena de quem não é da cena.
Ah e... Fora de cena quem não é de cena.

Quando eu digo "És da arte como podias ser das touradas" não te estou a tentar desprestigiar. Sequer pretendo ridicularizar as touradas.
Significa que ambas as imbecilidades se ridicularizem as elas mesmas.
Eu não tenho nada a haver com isso.

Os Pseudos estão vivos e recomendam-se.
Os Ps…

São Martinho x3 (Amor Terror na Vox Trooper Tour - 3 - Aveiras de Cima, Benavente e Arrouquelas)

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Eu já esperava que este fosse o São Martinho mais ocupado de sempre.
Para mim começou na 5ª feira e só parou no Domingo à noite. Uma entrevista, um concerto, um showcase e duas sessões de estúdio.
Para quê mentir. Adoro esta agitação.


Parte I - Aveiras de Cima - 32km percorridos
Fazer uma tournée não passa apenas por andar de um lado para o outro a tocar. Há-que promover, divulgar, publicitar. É fundamental mostrar e dar a conhecer, a ideia, o conceito, as bandas, os patrocinadores e tudo o que envolve uma digressão deste género.
Nos estúdios de Aveiras de Cima, da Radio Voz do Conselho e emitindo conjuntamente para a antena da Radio Alenquer, estivemos uma hora à conversa no "Espaço Kota", com o nosso amigo Bruno Neves. Foi tão bom que passou a correr.
Resta-nos agradecer o convite a simpatia e a disponibilidade. Fomos muito bem recebidos e não esqueceremos da cortesia.


Parte II - Benavente - 102 km percorridos
Apesar de apresentar um espaço com todas as condições para re…

Se eu fosse comum estaria no teu lugar

Tanta tempestade e chuva... parece que vivo num filme do Senhor dos Anéis.
Terrível dimensão. Cansa-me, farta-me e agonia-me. Sou mil vezes pior à chuva.
Sou escuro e eu não gosto de ser escuro.
Não existe nada que me convença da magia da chuva, do seu som embarrilante, do canto da ventania.
Não cobiço o quentinho, o forninho, a lareirazinha ou mantinhas, pijaminhas e aconchegados momentos similares.
Quando o prazer tem origem no desconforto soa-me a lugar comum.

Se eu fosse comum estaria no teu lugar.

Aos de fora... Nem lhes acenar com sol posso. Tão poucos temas de vantagem, tão pouca sorte amarrotada.
Já só nos resta a beleza física. A saudável, desejada forma, que só o astro maior nos dá.
Aos de fora, habituados à chuva e a tudo o que doí, resta-me entender a vossa amargura por tanto cinzento.
Resta-me a infelicidade de ser como os demais e caminhar vazio sem sol.

Agressão
Inveja
Ciume
Tanta tempestade e tanta chuva... parece que tudo me arde dentro.
A agua queima, a vida teima e os teimos…

Rock na retrosaria (Amor Terror na Vox Trooper Tour - 2 - Montijo)

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2 - Montijo - 200km percorridos
A data de Sábado passado foi muito boa. Muito fixe.
Arrancamos debaixo de sol e em amena conversa acompanhados pela senhora do TomTom.
(Eu acho que ela engana-se vezes demais nas distancias.)
Atravessando a Vasco da Gama em direcção ao Sul, são poucos minutos até chegarmos ao centro do Montijo.
Muito giro.
Adorei o coreto e a arquitectura das ruas circundantes. Pena o numero de prédios abandonados.
O concerto foi num bar chamado Timilia das Meias. É um projecto recente, que transformou uma retrosaria numa das salas mais interessantes do sul do país. O ambiente é fenomenal. O espaço é acolhedor, bem decorado. Aconselho.
Fomos muito bem recebidos. A equipa é composta por boa gente, sempre disponível e com um sorriso na cara. Muito obrigado por tudo e um abraço ao Rui.
Pouco passava da meia noite e meia quando subimos ao palco. O publico esteve excelente.
Foi muito bom ver tanta gente conhecida. Alguns fizeram mais de uma centena de quilómetros. Deu p…

The real life Simpsons

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Adoro Ideias - WHERE GOOD IDEAS COME FROM by Steven Johnson

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A instalar a actualização (Amor Terror na Vox Trooper Tour - 1 - Gloria do Ribatejo)

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Odeio o Windows e as suas actualizações.
Acredito num mundo melhor.


A minha banda - Amor Terror - está a fazer a sua primeira tournée. Achei interessante ir publicando neste blogue o que se vai passando nos dias de concerto. Mostrar um pouco do backstage, e da vida uma banda da nossa dimensão em Portugal.


Espero que gostem

1 - Gloria do Ribatejo - 72km percorridos
Óculos de sol, vidros abertos e backline nas viaturas. Arrancamos sem pressa e cumprindo o codigo da estrada como poucos. Paramos na bomba de gasolina para o roubo do costume. O dia de sol está a pedir aventura e iniciamos com todo-o-terreno. Entre o Cartaxo a Valada a estrada está uma vergonha.


Pare, escute e olhe e pare novamente no semáforo da ponte Rainha Dona Amélia - A atravessar o Tejo desde 1904.
Podem desligar o carro. Preparem-se para esperar, Estivemos lá tanto tempo que deu para iniciar uma discussão sobre como se chamam os habitantes da Glória do Ribatejo.
Glórios? Gloriosos? Glorienses?
Nada disso. Glorianos…

Do trovejar às pilas na cabeça, vão milésimos de segundo

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Está a trovejar.
Ora, quando trovejante lembro-me sempre de coisas tristes.
Como o casamento.
A desgraça começa bem antes da piroseira da cerimónia.
Começa na despedida de solteira da noiva.
Começa com uma pila de borracha na cabeça.

Talvez seja conservador, mas também escusam de parecer tão pouco virgens.

Amor Terror - Aquecimento

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É verdade. Não há volta a dar.
Acabaram os ensaios.
É altura de nos pormos ao caminho.

Apareçam.
Espero cruzar-me convosco brevemente.

P.S- Sem preguiça, façam like/gosto nos links abaixo sff.
http://www.facebook.com/amorterrorrock
http://www.facebook.com/voxtroopertour

Actualização ou Update?

Actualização ou Update?

Tanto faz. Isso não interessa. Acabaram-se os regimes proteccionistas.
No futuro até pode deixar de existir língua Portuguesa. De acordo em acordo de tratado em tratado até não haver mais nada.
Então logo se formará uma "onda" de apoio patrocinada por um supermercado qualquer. Uma horda de apresentadores homossexuais dirão à populaça o que fazer. Para voltarem a ser portugueses, para voltarem a ter orgulho no nosso país.
Nos Lusíadas desta falsa modernidade, no final de cada canto, o herói está sempre moribundo.
Não sei quem anda a escrever esta merda, mas posso garantir que se torna um bocado chato assistir e participar isto. 

Mas hoje não vinha falar de vocês.

Vinha escrever sobre mim.
O blogue é meu e eu escrevo sobre o que eu quiser.

Estou só a variar.
Quem não quiser ler sobre mim, pode mudar de blogue. Deve mudar de blogue.
Isto é sempre sobre mim.
Ou então façam o vossa própria "arte" - Go Pseudo - Mostrem ao mundo as coisas que …

A minha música é melhor que a tua - City and Colour - Silver and Gold

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Os teus poderes não valem nada

Ainda pensei ir para o papel, mas contigo, tudo é tão falsamente tecnológico.
Talvez já não tenho poderes para tanto.
Talvez te deixe no novo tempo por preguiça.
- Sabes que sou doutro tempo e que gosto disso -
Talvez queira demais e já não são horas de te incomodar.
Tu que tens tanto para recuperar.

Os teus poderes nada valem.
Estão uma confusão, como tu.
Como estás sempre.

Claro que para mim é excelente.
Não tem graça nenhuma rodopiar sozinho.

É fácil

Ah o dilema da folha em branco.
Eu não tenho.
Não uso folhas em branco. Sou racista. Uso folhas negras e escrevo com tinta branca. Só porque devo contrariar.
Há quem contrarie a inteligência. Eu para isso não tenho paciência. Ela para mim é como se fosse uma religião.
Embora peque ocasionalmente.
Eu sou fácil.
Qualquer coisa serve de desculpa para riscar qualquer coisa.
Ainda para mais, toda a gente deve saber que a Portugalidade é carregada de exagero.
É fácil.

Rally Peiper (Official trailer)

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Eu tenho mesmo de abandonar os rally papers.
Nunca ganhei nenhum.

Vox Trooper Tour

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Durante este Outono e Inverno, estarei juntamente com a minha banda, Amor Terror, na primeira Vox Trooper Tour.
Para nós é fantástico.
Apresentar o nosso álbum de estreia desta forma é muito especial.
Primeiro porque é um projecto pioneiro. Nunca foi feito nada deste género em Portugal. Depois porque vamos tocar em locais muito fixes. Alguns já míticos outros recentes mas todos especiais à sua maneira. Por fim. É um prazer fazer todas as datas com os nossos velhos amigos Defying Control. Já nos conhecemos há anos e finalmente podemos partilhar palco com eles.
Corações de ouro.
Prevêem-se noites loucas.  

Venham à Vox Trooper Tour. Alem das bandas estarão à vossa espera ofertas de material da Vox. Ténis, t-shirts, óculos de sol e autocolantes. Basta aparecer. Com sorte vão todos janotas para casa.

Acompanhem tudo no facebook oficial da Vox Trooper Tour. Está lá tudo.
Fotos, vídeos, datas dos concertos e toda a informação necessária para seguir a tournée.
http://www.facebook.com/v…

Toda a gente sabe que o João Ratão morre no fim

Faltam 10 minutos.

Faltam nervos para derreter.
Estou mesmo a precisar de férias. Sair do que está assombrado.
Agora é proibido brigar.
Agora não vale matar zombies . Mas vale acordar com tiros às 6 da manhã.
Caça ao feriado. Podiam caçar um cérebro.
Preciso de sair daqui mais um pouco. Voltar à praia. Ver placas a passar. Ter um vidro entre a minha pessoa e o limite de velocidade.
Preciso de uma estrangeira. Alguém com quem seja mesmo muito difícil comunicar. Alguém que não me queira ouvir falar.

Faltam 4 minutos.

Dizer estilismo está fora de moda.
É como dizer teledisco.
É como dizer, aqui há talento.
Tudo fora de moda.

Está na moda estar fora de moda. Ser diferente forçando a diferença que não diferencia. Que tudo isto tem de diferente?
Nada.
Eu sou do tempo em que o fado era música para os velhos.
Ninguém queria ouvir rancho.
Ninguém dizia musica tradicional.
Havia vergonha na cara e sentido de ridículo. Mas havia mais. Havia um desprezo saudável pelas tradições. Um desejo de novo. Oh moderni…

A paz e o pão nem sempre estão no mesmo verso

Às padarias e profissionais do pão da zona onde vivo:
Existem pessoas que gostam de comprar pão da parte da tarde. Não me serve de nada ter pão duro às 5 da tarde. Devem usar um endurecedor especial que ajuda a enrijar o pão mais depressa.
Mais.
Não é por andarem pela aldeia a buzinar feitos estúpidos uma data de tempo que eu vou sair e comprar pão buzinado. Aliás essa estratégia de marketing funciona sempre - vamos incomodar e irritar o cliente de uma forma predominantemente rude.

E muito sinceramente o vosso pão não é grande espingarda. Nem textura nem sabor. Esta a anos luz dos pães que tenho provado pelo país fora. Apenas tenho usado quando me falta a flor de sal em casa. Devem ter uma parceria com uma funerária com certeza.

Ah
Outra coisa senhoras que pedem coisas nas padarias locais. Não são Pauns. Na língua de Camões usamos a palavra pães.
A sanidade agradece.

As velhas da minha rua

Muitas vezes tenho de trabalhar ao fim-de-semana.
Não há outra forma.
Porém guardo sempre umas horas semanais para descansar.
Desta vez tentei aproveitar o sol e estendi-me lá fora em meditação ligeira até ouvir:
- Ó Ilízia.
Grita uma velha esganiçada, que insiste segundos depois mais alto e mais esganiçado
- Óooooooo Ilíiiiiiiiziaaa.
A velha é baixa e de óculos. Já tem o cabelo grisalho. Arrasta o passo curto com a maior pressa possível e apresenta-se estilosamente de bata. Botões e um padrão capaz de endoidecer qualquer sensor de alta definição.
Do outro lado do muro, a resposta vem em forma de urro.
- UUUUUUUUUUUUUUUHhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Parece uma sirene gay.
- Tás ai melher?
De repente uma cabeça desgrenhada surge espreitando ao muro.
- 'Tou pa'qui ó óhgar estes vasecos. Atão? Qu'andas a fazer?
- Vinha aqui a passar. Fui ali à farmácia comprar estes cumprimidos? - diz a velha de óculos, mostrando à outra um saco de plástico branco, cheio de cruz…

O Divã - IV - O irmão gémeo

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- Sabe Sr. Doutor, eu tenho um irmão gémeo.
A sala cheira a produto para as madeiras. Tudo brilha impecavelmente com antigamente. Como dantes.
- Sério? - Pergunta o homem enquanto se debruça em direcção ao divã. - Não me recordo desse irmão. Sequer anotei tal parente nas minhas notas. Já me tinha contado?
A surpresa é genuína.
Estes gajos passam tempo a mais a escolher carros caros para as vacas das filhas. Pequenas pegas oxigenadas.
- Não. Não lhe tinha contado. Desculpe.
Tenho de disfarçar este sorriso. Não quero que este gajo desconfie de nada.
- Antes de mais peço-lhe... como direi? Não se ofenda com a pergunta que lhe vou fazer, mas tenho de saber... e não querendo fazer julgamentos de valor, sem lhe atribuir qualquer sentido de má fé...
- Desembuche homem - Interrompo eu tanta atrapalhação.
Estes tipos são mesmos atadinhos.
- O seu irmão gémeo não veio aqui em seu lugar pois não? - pergunta muito sério.
- Não. Se nós trocamos? Não. - respondo sorridente.
- Ah... Que alivio. …

Blog Rude no Facebook - Gostar e partilhar

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Caros leitores.

Venho por este meio pedinchar para me ajudarem a divulgar a página deste blogue no facebook.
A treta do costume. Façam "gosto" e depois "partilhem" no vosso "mural" a página.

Agradecido

Tudo de bom

p.s- Se tiverem sugestões, ideias, ou simplesmente querem que eu escreva sobre algum tema em particular, deixem um comentário.
Vale tudo menos arrancar olhos.

A minha música é melhor que a tua - Thrice - Anthology (acoustic)

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Não se esqueçam de ouvir o álbum. Uma obra prima

Todas as palavras em francês são sexualmente dúbias

Dei por mim a preparar a rentrée deste blogue em ambiente adverso.
Não há nada divertido para celebrar.
As férias foram uma categoria mas acabaram cedo demais. Tudo está mais difícil. Até rir está mais complicado. Resta-me sofrer deprimido com os apocalípticos telejornais, olhando o verão tardio que insiste em Setembro.
Dei por mim a pensar:
Rentrée soa tão gay.

Portugal é um pais mariconso.
Portugal é apanleirado e já todos se habituaram.

Deve ser da influência da sobrevalorizada cultura francesa. Os meus pais na sua "juventude" ouviam "som" francês. Não sei bem o que mas soava mal. Soava como qualquer tipo de música francófona. Mais um bocadinho e era uma merda.
(Só uma questão. Quem é aquele preto do MC Solar que aparece em todos os manuais de francês? Quem é a besta que acha que nos vai sensibilizar para o estudo da língua francesa, através de hip hop medíocre? Perdoem-me. É trauma. Em todos os anos do liceu lá ouvíamos aquela merda. Mais valia por na capa o grande

Um cão de caça chamado Chérie

O mal é que sou preguiçoso e deixo a camera em casa vezes a mais.

Basta me sentar numa esplanada. Começar uma qualquer conversa e ser absorvido pela dinâmica de um grupo de caçadores.
Rudes como a palha.
Brutos que "nim casas".
Usam aquelas camisas onde as famílias costumam fazer picnics. Usam minis e pouco mais.

Deram nas vistas porque falavam alto. Interrompiam-se numa animada conversa sobre o olho que usam para fazer mira.
- Há gajos que fazim o mira cuns dois olhes. Eu na percebe nada disse, mas eh na sê... come é queles fazim? Eh mude d'olho e acerto ai uns 20cm ao lade.
(De uma vez por todas - Mira é um substantivo feminino.)
- És esquerdo ou és direite?
- Na sê eu ponhe assim - diz exemplificando com os braços.
- Atão és direite. Se fosses esquerdo punhas assim - explica da mesma forma.
(Destro ou canhoto)
Mas tudo isto, apesar de rude, apenas se debruçava sobre o tiro aos pratos , esse desporto tão exigente como o bowling.
(Boliche para a malta que vive na Cost…

3 porquitchonas e uma praia sem areia

Este verão tem sido ridículo.

Todos os Verões são
Ridículos.
Não seriam Verões se não fossem
Ridículos.

Realmente ridículo. Houve apenas um real dia de verão com noite a condizer. Calhou a uma quinta feira, aproveitada para uma ida à praia com membros da máfia.
Mafiosamente chegamos. Mafiosamente nos instalamos com estilo.
Estava bastante gente e a praia pareceu-nos mais pequena. Com menos areia.
Seguramente com menos areia.

Já se começava a cuidar das nossas praias.

De repente juntam-se à nossa vizinhança duas porquitchonas. Daquelas meio tortas. Das que passam tempo a mais dobradas. Das que se despem com o olhar no horizonte, em camera lenta.
- Hummm - pensei - Já não vão para novas. A pele está comida pelo sol e pelo tabaco. Rugas no canto da boca. Cabelos pintados. Certamente já foram de muitas cores diferentes.
Tipo politico português.
Com alguma dificuldade plantam o chapéu de sol e algo falta.
- Olha desculpa - Diz a loura. E continua - Boa tarde. Nós vamos só ali ao café e v…

Procura-se Fábio Gabriel

Procura-se este cabrão.
Fábio Gabriel.
Não é um cantor de música popular sequer o novo jogador de um clube pobrezinho da segunda divisão. Também não é ciclista ou cabo de uns forcados quaisquer.
Este é doutor. Trabalha para os chulos da tmn. Sozinho afastou-me deste blogue e de outros negócios. Estou há meses a tentar resolver os meus problemas com os imbecis da tmn.
Aquilo é um circo e eu odeio circos.
Apenas não publico aqui as dezenas de e-mails que trocamos, porque alem de extensos, a estupidez apenas deve ficar nos livros de história. Convém proibir a propaganda. Existe gente que acha graça a tudo.
Se duvidam do que digo, façam o favor de se dirigir à janela mais próxima.
Quanto ao Fábio Gabriel... esse atrasado mental... Apenas lhe desejo que continue por muitos e bons anos a trabalhar na mesma empresa.
Se alguém o encontrar, façam o favor de lhe dar o recado.

- Até esta data, a empresa em questão ainda não solucionou os inconvenientes que causou. Apelo a todos. Se tiverem op…

O Verão esquizofrénico e a sua amiga Filomena Estupidez

Era uma vez um Verão esquizofrénico que vivia sozinho na memoria de todos.
Este Verão era pobre e previsível como as pessoas que têm falsos projectos.
Este Verão não o era.
Ninguém gostava dele.
Para os outros Verões, eles tinha vento a mais nas costas e borbulhas cheias de pus intelectual. Também os seus professores achavam que os os país deste petiz, nunca o desejaram.

"São tão maus pais como os demais. Assistimos a uma pobre era."

Realmente aquele Verão de 2011 era um coitado.
Um baralho de coisas mimadas. Um conjunto de modas tortas. Mascaras em 2ª mão made in china. Vidas vendidas ao desbarato.
Pobre Verão.
Não parecia longo à primeira vista. Não tinha calor para suficiente para a vinha. Numa fotografia não ficaria muito diferente do seu irmão mais velho. Tem coisas a mais e conteúdos a menos.
É como a maior parte dos putos de hoje em dia. Têm a mania que dizem coisas com graça, mas são apenas parvos.

Também isto é triste.

O pequeno Verão sentia-se deprimido. Conse…

Saudades da Xungaria

Lembram-se quando andávamos na escola e conversávamos sobre que grupo é que iria dominar a sociedade no futuro? Que tipo de estratificação iria imperar no futuro.
É oficial. Posso afirma-lo seguramente:
A Chungaria ganhou.

E ganhou facilmente.

Quando muitos apostavam nos metálicos, com o seu mau aspecto e música de Satanás. Suburbanos de uma emergente classe média, com acesso a literatura subversiva e manuais bombistas. Nada. Também eles foram uma desilusão.
Os betos, pseudo-betos e os betos rurais. Cheios de juventudes partidárias e igrejas. Cavalos, motas e calças em baba de camelo. Oh meu Deus. Como angustiam eles agora, entre empréstimos e a procura de cunhas. Enfim. Também eles perderam.

A Chungaria ganhou.
São mais. Dividiram e conquistaram. Sem estratégia ou hipnose de massas.
Querem a prova?
Hoje não existe Xungaria!
Dizem vocês minoritários e a recuperar a lucidez - Ah isso é que existe. O que não falta para ai, são xungas.
Abençoado seja o xunga que não sabe que o é. Pa…

Rápidas considerações sobre uma noite de verão, a meio da semana, na Nazaré

Rápidas considerações sobre uma noite de verão, a meio da semana, na Nazaré

As ressacas existem.

Não existem Whiskys de 12 anos maus. Depende sempre do numero de pedras de gelo.

Na Nazaré ainda existem veraneantes que se vestem todos de preto, rematando com uns ténis brancos. Muita desta gente, fala francês e gosta de tatuagens de índole tribal.

Nesta altura do ano, é impossível fazer um concurso de beleza na Nazaré.

Os locais da praia reclamam junto das autoridades, uma maior contenção no uso de tinta para o cabelo por parte dos visitantes, afim de limitar os danos da poluição luminosa. As colónias de gaivotas vivem constantemente numa festa de trance.

Nunca alinhar numa noite de copos com um nazareno. Simplesmente não o podes acompanhar.

Ao pessoal da aventura e desportos radicais: Levem sempre par para uma noite deste tipo. Garanto que lá não se safam. Ou então não levem óculos.

Sabem aquele período da noite em que as mulheres começam a ficar bonitas, tudo lindo e apelativo? Lá, não exis…

O Divã - III - Cada um foge do que pode

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O consultório é de todas as cores menos da minha.
Eu tinha razão.
Eu avisei.
Isto é da terapia.

Tenho demasiadas coisas para fazer. Desta vez não existem listas. São histórias novas, algumas muito novas, outras novas demais.
Não procurarei papeis que perderei quando precisarei deles.
Aqui o futuro é outro tempo verbal.
Só por isto.
Imagine-se que existe destino e o tempo é inconstante. Delirante. Com vontade.
É por isso que não uso relógio. É por isso que chego sempre atrasado. Eu tenho o meu próprio tempo. Todos os que têm relógio estão mal.

Adivinha-me.
Farei tudo para não o fazeres. Sento-me com a mentira há tempo demais. Falo com este e com aquele. Vendo o que tiver e roubarei mulher alguma. Aqui não existem especialistas em malandrice. Estou reformado. Estou de férias e precisar de umas como deve ser!
Tenho demasiado para sofrer. Desta vez não existem listas. Só sonhos. Sonhos e trabalho. Tempos paralelos. Pesadelos e ataques de medo.
Há de tudo um pouco e made in china.
Com…

E sim, é sobre ti.

Odeio quando chego tarde demais.
Lamento que, me odeies por tal.
Como se tivesse a culpa, de ter vontade convulsa,
De querer parar por não ter sal.

Desculpa se te peço demais.
Desculpa ser, o teu nunca afinal.
Desculpa beijar-te a nuca, deixar-te rouca e nua,
Numa noite em espiral.

Nunca se esgota a vontade,
Nem nunca falha a verdade,
Quando te quero afinal.

Desculpa porque desculpa,
Desculpa porque tenho a culpa,
De te querer sem igual

Partes moles, cerebros vazios

Hoje estive em Lisboa.
Tive de ir fazer uma ecografia às partes moles... do braço.
Quando à espera, ouço a "menina" da recepção:
- Sr Afonso Pereira?
Os meus olhos encontram um senhor indiano de óculos, já velhinho, andando com dificuldade usando bengala.
E diz a "menina" que já tem idade para ter juízo.
Em voz alta para toda sala de espera ouvir.
- Ah, é o senhor da colonoscopia.

O Encontro - parte III

Claro que continua.
- Eu não acredito!
Exclama a Joana baixinho, enquanto tapa a boca.
- Ele está mesmo a fazer-se a ela... E ela gosta. Com o marido ao lado.
Um prato estilhaça-se no fundo da sal. Alguém se apressa a varrer os cacos.
Ela é linda.
É giro olhar para ela e ver aquela excitação infantil, de quem acaba de descobrir um segredo.
- Achas que a madama tem um caso com o Sandro? - Insiste a Joana divertida.
Não me agrada o facto de ele ter memorizado o nome do empregado de mesa.
E ela a dar-lhe.
- Será que ela é daquelas predadoras que persegue homens mais novos?
Olho na direcção da mesa ao lado e o miudo está quieto. Ar de tédio, de olhos enfiados na mesa, retorcendo lentamente a ponta da toalha.
Uma voz funda e grossa interrompe o quadro.
- Até aqui Fernanda? - Pergunta o senhor bem posto calmamente.
A senhora do cabelo pintado dirige o olhar para o inquisidor com desprezo.
Poucos segundos.
Muito fortes.
Mas pouco segundos, e volta ao seu prato colorido.
Que tensão. Consigo sentir daqui.
À mi…

O Encontro - parte II

Um bom romance tem sempre de meter algum crime.
Eu não conto. Prometo que não conto.
De rua em rua até chegar ao restaurante. Fino. Ele merece. Fino é como quem diz. É daqueles onde os novos ricos vão passear a pré-falência. Eles continuam afogados em empréstimos.
Ela sorri e comenta contente.
- Já tinha ouvida falar deste sitio.
À direita está um rapaz. Ele não veste como os empregados de mesa.
- Faça favor. A vossa mesa é já ali.
Vamos nos sentar e respirar fundo. Vamos voltar a acalmar , descontrair e comentar o aspecto dos pratos nas mesas ao lado. Vamos olhar para o menu e brincar com o nome dos pratos. Vamos discutir o vinho para acabar num "escolhe tu" simultâneo.
Risos
- A sério. Escolhe tu. Eu não percebo nada de vinhos - confessa ela enquanto ajeita o cabelo longo.
Eu também não. Eu estou aflito com os talheres. Repito mentalmente, de fora para dentro, de fora para dentro. O vestido é preto. De fora para dentro e eu não posso saltar nenhum prato... senão engano-me.
Abro as…

O Encontro - I

Eu não estou à espera.
Vou esperando.
Eu estou sempre à espera. Como num filme.
Reflexo no retrovisor, um cigarro que acaba e mão procura uma nova estação de radio.
Merda para isto. São todas iguais.
No telemóvel escrevo: Estou no carro.Mesmo em frente ao teu prédio.
"Saio já."
Diferentes noções de "já". Acontece bastante.
Mais vale desistir do rádio. Fico com a poluição sonora. Vigilante e atento à porta que me deixa tão ansioso.
O prédio deixou de ser novo há pouco tempo. Talvez por ser uma rua muito movimentada. É uma zona de escritórios, bancos e restaurantes pequenos. Aqui há pouco tempo e tudo envelhece depressa.
O edifício é alto e parece bem cuidado.
Movimento. Pela porta principal sai uma velhota armada com um saco de plástico numa mão e a trela da fera na outra. É uma cadela pequenina. Parece portar-se bem. Não puxa. Parece passear a dona que já anda com dificuldade.
Nem sempre foi assim.
Olho para o relógio.
Preciso de comprar um relógio mais adulto. …

Linhas sobre miudas que pensam que são gordas mas não são

Imagem
As miúdas, a gordura, a imagem. Tanto já se escreveu sobre isso.

Podemos por a culpa nas feiosas caixa de óculos, que escrevem em revistas femininas e minam a cabeça toda às raparigas. Nos executivos da televisão que babam com os implantes das suas vedetas suburbanas. Nos gays que gostam mais de figura e de mascararem que de pila.
Se eu fosse gay seria por gostar de pila e não para me mascarar. Para isso existe o Carnaval e por algum motivo só dura 3 dias.
Adiante.
Ponham o dedo no ar se já ouviram uma miúda linda dizer "ai eu sou tão gordinha!"
Não vale por mesmo o dedo no ar.
Fica ridículo estar de dedo esticado em frente a um ecrã de um computador. Tenham juízo.
"Estou tão rechonchuda!", "Não gosto do meu corpo!", "As minhas ancas são enormes!", "Este ano nem me dispo na praia!", Etc...
E agora diz a malta que ainda está de braço no ar feito urso.
- Ah, mas isso, elas querem é chamar a atenção. Isso é só para a gente dizer o contrario. Qu…

Deixa estar as coisas do cão no mesmo sitio, se faz favor!

Tenho uns telefonemas para fazer, mas como cá no burgo as horas de almoço são extensas, aguardo pacientemente... Afinal quem pedincha sou eu...

Tenho a casa num autentico pandemónio. Eu que nem tenho estado em casa.
São coisas da minha mãe.
Ela tem esta doença. Tem porque tem que desarrumar todos os sítios onde passa. Pior. Eu gostava de saber quem é quem foi a besta que lhe deu o compressor. Até a pintura da casa sofreu com o brinquedo.
"Fica para cair para a festa."
Eu saber sei.
Foi aquele trolha que faz as obras ao meu tio. Gajo engraçado, cheio de piadas. O único bacano das obras que vai trabalhar vestido por Hugo Boss. Se pensam que a família do Cristiano tem a mania das grandezas, deviam ver a minha. Até os trolhas são finos.

Apesar de tentar, investigando online, não consegui chegar ao nome cientifico deste comportamento desviante. Existem os maníacos compulsivos que procuram simetrias e ter tudo arrepiantemente arrumado, e existo o contrário. A minha mãe é o contrário.

P…

Rápidas considerações sobre um fim-de-semana prolongado

Rápidas considerações sobre um fim-de-semana prolongado

Estas frases não foram escritas num bloco de notas caro e presunçoso à venda numa loja francesa.

- Um amigo colocou-me esta questão e eu ainda não cheguei a nenhuma conclusão digna. "Porque é que os putos de hoje em dias têm todos vento por trás?"

- Depois de um breve paragem num café de província fiquei a saber que "os comunistas roubaram o dinheiro todo" e que "uma equipa de futebol tem de ser como um grupo de cães de caça".

- Na Feira de Agricultura de Santarém, o gado anda todo à solta.

- Frases como "tens mais cornos que uma panela de caracóis" podem ser grandes piadas se forem utilizadas no publico certo.

- Ainda no Ribatejo. Eu gostava de conhecer o campino de meia idade que fez um sprint de 80 metros atrás do touro em menos de 15 segundos. Fenomenal. Tudo de pau na mão, barrete colete e sapatinho fatela. Campinismo - Respect.

- Parem de me convidar para festivais de Reggae. Não gosto de Re…