quarta-feira, novembro 17, 2010

Morte aos Genéricos

Gosto de folgar à 2ª feira. É o meu dia de descanso.
Os Genéricos estão todos de mal humor e eu aproveito para ficar a recuperar dos meus atribulados fins-de-semana.
A vida de artista cansa muito.
Da minha janela vejo-os. Observo toda a sua malícia e incompetência. Todos os maus-fígados, toda a maledicência, sempre muito pouco decente.
Merda para eles. Um genérico nunca tem uma alma única. É parte de um rebanho. Não há pastor que os guie, nem fado que os lamente. No máximo podem ser residuais.
Reclamo méritos para mim. Reclamo superioridade. Reclamo direitos de autor no manifesto anti-estupidez. Morra o Genérico, morra já.
E sem Pim.
Que morra porque o mundo não precisa de mais tristes a fazer o mal. A propagandear o mal, a fazer do que é ruim, moda.
Porque fazer o mal é coisa de gente pequena.
Porque ser pequeno é coisa de gente mal formada.
Porque ser-se mal formado é epidémico.
E porque as epidemias existem para acabar com a raça humana.
Pelo menos para manipular o funcionamento da mesma.
- Ainda não são horas para falar de conspirações e não tenho aqui comigo os meus amigos pseudocientistas, carregados de metafisicas baratas polvilhadas com propriedades tecnologias, impossíveis de interpretar, pelo menos à fraca luz dos conhecimentos exibidos por tão queridos pares.
Pelo menos para corroer tudo o que foi pensado e sentido pela história. Pelas mulheres e homens do nosso mundo ocidental.
É esta janela que escurece rapidamente.
É o mal de ser Genérico. É o mesmo problema de ser ordinário, vulgar e comum.
Tudo escurece muito rapidamente

sábado, novembro 13, 2010

O meu tédio é pior que o teu

Isto é como tudo.
Acordas usas peúgas com chinelos, pensas no que vais fazer para o almoço, procuras um casaco porque está frio. Está frio e está feio. Na boca tens um sabor esquisito. Procuras comprimidos. Procuras a casa de banho e sentas-te. Como uma rapariga. Sentas-te porque tens sono e passaste a noite com dores de dentes. E tu não sabes porquê. Feijão frade e atum. Ovos não que já comeste ontem.
Farmácia, estúdio, banho e jantar de anos com amigos... Muitos mesmo. Na farmácia lembra-te de procurar um genérico como dizem na televisão. Coisas do governo.
Acendes a televisão para te irritares e voltam as dores. Volta a vontade, volta o aborrecimento.
A rapariga da farmácia sorri muito. É simpática e agradável. Desconfias sempre de pessoas simpáticas. Tu não és simpático. És arrogante e tens mau fundo. És amargo e amaldiçoado por um cínico já morto. Nada a fazer.
Volta a vontade, volta o aborrecimento.
É Sábado. Mas porque será que os Sábados te incomodam tanto. É trauma. Os Sábados são de toda a gente, mas o trauma é só teu. Foste traído. Sempre ao Sábado.
É Sábado porque deve ser! És rápido a sair da farmácia e deixas a rapariga simpática triste. Ela achou-te giro, meteu-se contigo e tu foste uma besta.
É tempo de telefones. Voltas a ligar porque está interrompido e deixas mensagem porque estás esaurido. Pensas positivamente. Obrigas-te.
Obrigas-te a mais um Sábado.
Puxas um cigarro que não deves fumar, fechas por um casaco que não te vai ajudar.
E num instante, vês de relance. A alma que ninguém quer perder. Que coisa ruim, que face penada. Um olhar mortiço que atormenta qualquer ser.
Quando comparas... Quando te sentes... Algo em ti dispara e em segundos ficas contente.
Há sempre pior... Sempre!

A Dieta - 5 - A Pesagem

IMC - 26,33 Sobrepeso Não me posso pesar todos os dias. Diz que torna a malta ansiosa e acho que a ansiedade engorda. Posso-me pe...