terça-feira, agosto 31, 2010

Atenção! Atenção! Apelo à população

Dormir nu é que é!
Livra-te do teu "vidro duplo".
Isso de andar sempre com a pila protegida cria uma habituação mariconsa. É um pedaço de cobardia genital. Não prepara o menino para as situações mais agressivas.
Tudo se treina. O pénis não é excepção.
Quantos de vocês conhecem alguém que usa boxers por baixo dos calções de banho? Quantos conhecem duas ou mais pessoas que o fazem? Quantas vezes repararam na protecção contra o ataque dos monstros marinhos? Muito sucintamente. É ridículo! É como usar sandálias e meias. Para quê aconchegar? A pila não cai, nem foge, e alem de ter vida própria e despertar nas ocasiões mais inconvenientes, não se deve domar.
Homem que é homem, caça, sofre e aguenta.
Diz não ao "vidro duplo"!

P.s - no próximo post: todos os truques e dicas sobre o movimento do "peixe-aranha", como evitar o rock evangélico, e ainda, bolinhas de cuspo: arte ou javadice?

domingo, agosto 29, 2010

As respostas do Quentin - Alvoroço canino


Na noite de ontem cheguei ao pé do cão e perguntei:
- Quem música parva é esta que põe os cães todo em alvoroço?
- Chama-se Trance.

Domingo de manhã

Há muito que não via um domingo de manhã.
Sabe-me bem. Especialmente depois de uma noite de Sábado muito frouxa, cheia de nada.
A matemática insiste.
Dores nas pernas, tédio, três ex-moscas que atentaram contra o meu sono. Aqui chego. Lúcido e acordado, numa manhã de Domingo! Sem nada de especial para fazer à tarde. Talvez um bruto filme que passará entre intervalos de meia hora? Talvez pegar na guitarra? Talvez esperar? Talvez organizar coisas pendentes?
A matemática insiste.
Mais magro, mais denso, mais só e mais nervoso. Não há muito mais para mim.
Pelo menos num Domingo de manhã.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Fãs de ciclismo. Arrependimento e perdão

Ia escrever sobre ciclismo, mas depois cai em mim.
Sim, as roupas são ridículas, os gajos rapam-se todos, aquilo sem doping é impossível. Concordo com tudo.
Contudo, ser "treinador" de uma equipa de ciclismo deve ser uma belo profissão.
Alguém te paga para passeares de carro, tranquilamente e sem cinto. Só tens de dizer "Vai", "Puxa", "Vai com ele", "Ataca", "Tu consegues", "Acredita".
Confesso.
É um pouco mais complicado que ser treinador de atletismo.
Quando treinas uma atleta, o único sacrifício que fazes, é o de comer uma gaja feia.

Fora o ciclismo e fora o atletismo.
São coisas estúpidas!

Bom fim de semana

quinta-feira, agosto 05, 2010

As perguntas do Quentin - Lençois de seda


Gosto de cães.
Alias, o meu companheiro está mesmo a meus pés. Justo descanso.
Antes de adormecer fez-me uma pergunta.
- O que é um grande amor?
Ele anda um pouco desanimado. Apaixonou-se por uma cadela vadia que vive no fim da rua. Já a viu rodeada de outros cães e ficou triste. Desiludido. Muito sinceramente, eu acho que ele consegue fazer muito melhor, mas o coração dele embicou para ali.
Tentei responder com graça.
- Um grande amor é o que te valeu, quando mijaste à porta de casa.
Mexeu os olhos na minha direcção, desviou o tapete com a pata e esticou-se melhor no chão frio para refrescar. Continuou a olhar para mim sériamente e insistiu.
- Gostava mesmo de saber...
Sentei-me ao pé dele, dei-lhe um beijinho. Enquanto lhe fazia festas comecei...
- Um grande amor não se define. É coisa complicada. Simplesmente sentes a sua dimensão. Sentes o seu peso. Tem importância e vive contigo. Nunca o abandonas, nunca deixas de o carregar. Faz parte de ti. Se ele desaparece, ficas menos. Ficas mais pequeno. Com peças a menos. É estranho, mas é tanto que te deixa feliz.
- E onde é que o achas? - interrompeu.
- Não achas. Ele é que te acha a ti. Por vezes gostas de alguém e tudo corre bem. Está tudo divertido, tudo é maravilhoso, tudo para formar um casal feliz e uma relação impar... mas não é um grande amor. Se fosse assim tão simples...
- Então é melhor não pensar muito nisso? - voltou a interromper.
- Não. Se gostas dessa cadelinha, procura-a. Mas lembra-te. O que não faltam para ai são meninas lindas. E tem cuidado com as pulgas e carraças. Não quero nada dessa bichesa cá em casa - Adverti.
- Não, não... vou ser um cão cheio de classe. Até me vais forrar a alcofa com lençois de seda.
- Lençois de seda? Isso é coisa de casal de meia idade com peso a mais.
- Para escorregar melhor quando se levantam?
- Ah pois. E mais. Essa gente dos lençois de seda são meninos para comprar tapetes de Arraiolos nos chineses.
- Isso não tem lá grande classe, pois não?
- Não.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Um poeta de quadras para manjericos - parte V



"Fisalis é tipo chinchila. É uma ganda confusão"

A critica construtiva

Existem muitos culpados no estado da música em Portugal.
É estrutural e sistémico.
Começamos pela falta de cultura musical. Somos um povo demasiado sereno. Até para mexer o cérebro. Alem disso e segundo os famosos subsídios, nem todos os tipos de música são dignos. Quanto à formação, toda ela é uma palhaçada. Completamente desactualizada. Os instrumentos são caros, existem poucos sítios para tocar, os públicos são inexistentes ou residuais, não existem verdadeiros produtores, ninguém conseguiu fazer uma masterização decente, as editoras só estragam e as rádios rebentam com o resto.
Estou treinado a discutir estes temas. Não me vou dispersar por aqui. Tenho apenas que vincar que o principal culpado deste imbróglio é o produto.
Ou seja, o que os artistas e as bandas têm para vender às pessoas.
(Ora eu não vou generalizar porque seria injusto para muita gente. O cenário é confuso e promete tormentas, mas existem coisas muito boas.)
Mas é nas ideias que a música vive. Na inspiração, na originalidade. Neste país das bandas de covers, onde ligamos a radio e ouvimos sempre as mesmas 350 canções, as ideias não abundam. É raro ouvir algo com conteúdo. Porem cada vez mais pessoas têm a ideia de fazer um projecto musical. "Há mais artistas e menos arte."
Há dias entrei em contacto com uma entrevista a uma banda de miúdos. Rapaziada tonta, que começa a dar os primeiros passos nestas coisas.
Eles queixavam-se que a malta dizia mal deles. Mas de uma forma gratuita. Ninguém tinha o cuidado de descontar as dificuldades que eles encontram como banda. Ninguém fazia uma critica construtiva!

"Critica construtiva?"

Mas que raio é que é uma "critica construtiva"? Quem foi o imbecil que se lembrou deste eufemismo. Isto de certeza que foi algum professor de secundária na província. Que parvoíce.
Dá para fazer uma critica construtiva a um serial killer? Aquele gajo austríaco, que trancou a filha 28 anos e a violou repetedimente... que critica construtiva é que lhe podemos fazer? Quando uma pessoa maltrata um animal, ou quando o abandona. Que podemos construir a partir dai?

Deixei de lado estas questões e foquei-me no apelo dos entrevistados.
Tendo em conta que:
- Os rapazes tanto podiam gostar de música com ser forcados.
- Se tiverem sorte, apenas um extra terrestre lhes trará talento a 30 de Fevereiro do ano 3000.
- Quem têm um problema grave nos ouvidos, na cabeça e na vida.
- Que já os vi ao vivo.
- Que já os ouvi ao morto.
- Que já vi este filme centenas de vezes.
A única critica construtiva que eu tenho para lhes fazer é:
- Desistam da banda e apostem nos estudos.

domingo, agosto 01, 2010

Ihr Revier ist die Autobahn (4 dias no SW Alentejano)

Alarm für Cobra 11 - Na RTP: Alerta Cobra.
Os meus amigos já sabem.
Domingo à tarde, no período de ressaca, depois de uma manhã mal dormida... tudo passa com um almoço ligeiro embalado pela empolgante acção da série alemã. Perseguições a alta velocidade e os melhores acidentes de viação da história.
Já tinha visto umas cenas nos canais de cabo, mas quando ouço alemão, da-me um espasmo no dedo e mudo de canal.
Pavlov conseguiria explicar.
Será pelos, Scorpions, Rammstein, Tokio Hotel, Helloween, Die toten hosen... mas o que é isto? Façam com os franceses. Desistam do rock. Está provado: não há talento musical para tanto.
Ou terei ainda uma imagem de que os Godos, são um povo de tarados obesos, que invadem a Madeira para oferecer gelados aos garotos? Gigantes de pele leitosa, Deambulando babosamente pelas mais sórdidas fantasias da ilha... arrastando a sua psicose e olhar tresloucado.
Se calhar vou ter sempre preconceitos com os macavencos.
Por mais que tente não discriminar, eles parecem-me esquisitos.
É um bicho perigoso.
Afinal: Usam sandálias. Tiveram aquele episódio dos nazis. As mulheres são feias e têm pés enormes - Como explicar? São parecidas com homens - Assassinam a arte de jogar bom futebol. O seu cão policia chama-se Rex - que é nome de dinossauro.
Juntem a isto tudo, a sonoridade da língua alemã. Agressiva e áspera, desprovida de doçura. "Estão sempre a ralhar!"; "Parece que estão a falar ao contrário."
Para os mais radicais, também eles merecem um genocidiozito. "Só para não ter a mania que invadem o mundo e dão conta dos Judeus". A atitude dentro da União Europeia também não tem ajudado. Dão beijinhos à França para comer o resto da Europa. Até ao osso.
Como não sou um gajo medroso, fui ver alemães. Como sou um gajo pobre, tive de me orientar pelo burgo. E como a minha namorada queria ir para a praia - Sudoeste de Portugal. Ai vamos nós.
Para mim esta viagem foi um safari sem espingardas.
Eu nunca imaginei. Em Monte Clérigo foi demais. Ali estava eu. No restaurante - Alerta Cobra - Na praia - mais Alerta Cobra - Mas será que eles não sabem que em Portugal se roubam criancinhas à bruta? Toda a gente que lá estava era estrangeira. Não me entendam mal. Todos se estavam a comportar, com cordialidade e simpatia, mas uma praia portuguesa tem uma reputação a manter. Ter alemães na praia, esteticamente - e mesmo em termos ecológicos - é muito mau para a nossa imagem. Eu defendo que praias com gente dessa, não devia ter bandeira azul. Hoje alemães, amanhã ingleses. Era só o que faltava. Para completar a Tripla aliança da fealdade, só faltam franceses.
Tudo acompanhado de meias brancas e os fatos-de-treino q.b.
Vinde a nós gente feia.
Já para não falar no défice de banho que essa malta apresenta. Eu já estive no estrangeiro com eles. Eu sei como parece e ao que cheira, a higiene pessoal desse gang. É por isso que nós estamos sempre na cauda da Europa. Gastamos dinheiro em sabonete. Pasta de dentes. Shampoo. Água. Essas coisas não contabilizam eles em Bruxelas e em Estrasburgo. Basta ver na Euronews. Só gente gira e aceada!
Vou escrever uma carta para a National Geografic, pedir uma bolsa para desenvolver uma reportagem. É sobre este tipo de Morsa esbranquiçado e mal-cheiroso, que invade o sul do meu país nos meses mais quentes.
Cá para mim isto é Karma. Temos o que merecemos.
Em Odeceixe precisei de comprar pão. Procurei em três sítios antes de o conseguir. Nesses três estabelecimentos, ninguém tinha pão fresco e sequer me indicaram uma alternativa. Encolheram os ombros. Ora numa terrinha daquele tamanho, ninguém sabia onde se vendia pão como deve ser. Minutos depois entrei numa modesta padaria. Muito arranjadinha e com ar limpo. Do outro lado do balcão estava um homem de t-shirt laranja e cabelo rapado. Não muito alto. Nas orelhas, brincos e um alargador. Tatuagens nos braços. A barba também não estava muito bem feita. Perguntei:
- Tem pão fresco?
- Tenho. Quer de quais? - Respondeu ele com um sotaque manhoso.
Olho para cima do balcão e à minha direita, encostados à parece, uma pilha de livros em alemão. Cada um 3€.

Temos o que merecemos.

P.S - Quem quiser fazer uma versão portuguesa do Alerta Cobra, podem contar com um guionista. Ainda entro com um fiat uno 45s de 88 e conheço um tipo igualzinho ao Semir.

A Dieta - 5 - A Pesagem

IMC - 26,33 Sobrepeso Não me posso pesar todos os dias. Diz que torna a malta ansiosa e acho que a ansiedade engorda. Posso-me pe...