terça-feira, julho 27, 2010

Um poeta de quadras para manjericos - parte III

"A minha filha joga futsal. O meu miúdo já fez três workshops de Salsa. E depois é o preto de carapinha loura, que não é natural."

Quando acontece é lixado

Acontecer (ê)
v. intr.
Suceder inesperadamente (o que não se tinha previsto ou já se previra).
verbo unipessoal

Quando acontece é lixado.
Quando a única explicação é o acaso, o destino, o fado, o fatal... é muito doloroso.
A mim interessa-me este lado do oculto. Justificar o insjutificável. A facilidade como nos escapa da boca, "aconteceu". Mesmo quando estamos a mentir. Encolhemos os ombros preguiçosamente, e desviamos as restantes perguntas como um catavento num dia de vendaval.
Isto está enraizado. É como o "foda-se". Serve para tudo.
- Então, bateste com o carro?
- Pois foi. Aconteceu.
(Factos como, estar bêbado, conduzir em excesso de velocidade, distraído e cansado, são irrelevantes)
- O sr Presidente de Junta tentou apropriar-se de património alheio, com a finalidade de o vender e receber dividendos desse crime?
- O sr Juiz vai-me desculpar, mas é uma oportunidade de negócio para objectos sem uso. Acontece.
(Corrupção, fraude, tráfico de influências, abuso de poder. Tudo obra do acaso)
- Disseste que gostavas de mim. Prometeste verdade e lealdade. Quando dou por ti, estás aos beijos a outro.
- Desculpa... a sério. Aconteceu.
Esta é a altura em se diz:
- Foda-se!

Existe algo de fantástico e de fenomenal na nossa essência que permite confundir verbos. Reinventar conforme o nosso interesse. Por exemplo. Demonstrei com relativa facilidade que os significados de "acontecer" e "foder" se entrelaçam numa simbiose pura. Um pode ser a génese do outro e vice-versa. Ou consequência. Tanto faz. Cada pessoa tem o seu dicionário. Quando eu digo a alguém para ela "ir à merda", posso estar a comentar geopolítica. O que parece uma ofensa directa e rude, hoje em dia pode ter qualquer interpretação.

Eu sempre pensei como um optimista, mas, viver nos dias de hoje é complicado.
Acontece

sexta-feira, julho 23, 2010

Assim não vale. Ainda vamos todos presos

Ontem estava a ver televisão e um reclame ao Danone Spiderman, despertou-me o instinto.
Peguei no meu notebook e escrevi: "O Danone Spiderman, sabe a quê?"
Continuei divagando pelas variàveis da questão:
- Sabe a Homem?
Os meninos mais sensiveis e habituados a tios que andam sempre com chupa-chupas, são um nicho de mercado como outro qualquer.
- Sabe a aranha?
Quem é que quer comer uma aranha? E mesmo quem estiver habituado às gastronomias asiàticas, facilmente apanha uma aranha. Não é preciso pagar.
- O iogurte tem super poderes?
Isso dava jeito... mas mesmo assim, um iogurte não é uma poção mágica. E mesmo que fosse, quantas embalagens teriamos de comer para o sentido aranha disparar, ou, para ter a força e agilidade de Peter Parker?
Fui investigar.
Mal chego ao google, descubro que o Danone Spiderman não é o unico iogurte esquisito do mercado. Sequer o meu favorito.
Peguei no meu notebook voltei a escrever: "O Danone Hannah Montana, sabe a quê?"

Bom fim de semana!


in http://www.danone.pt/marcas/outras/

Hannah-Montana
Iogurte de polpa de morango com
pepitas de chocolate.
Nutritivo e divertido,
especialmente pensado para os mais novos

SpiderMan
Um iogurte de banana
com coloridos discos de chocolate,
ideal para uma alimentação
energética para as crianças

Um poeta de quadras para manjericos - parte II

"Fico doido. Em Inglaterra nasceu uma menina branca e loura, filha de pais nigerianos. Não é albinismo e o casal já tem dois filhos pretinhos. Gostava de falar com o pai e perguntar-lhe se ele é estúpido!"

quinta-feira, julho 22, 2010

Tsubasa goal

É sempre engraçado quando revemos os desenhos animados da nossa infância.
Fico sempre com uma sensação agridoce. Vejo, mas já não vibro. Já não estou ansiosamente colado ao ecrã para ver o resultado... aliàs... eu já sei o resultado.
Ultimamente reencontrei-me com o Tsubasa.
Houve um génio qualquer da rtp - daqueles que andam para lá ao pontapé - que resolveu aproveitar o embalo do mundial e colocou na grelha da rtp2 a série Oliver e Benji. Capitan Tsubasa (como se diz pelo estrangeiro). Detalhe. Duas vezes por dia. Segundo detalhe. À hora do almoço e à hora do jantar. Ou seja, já vi o Oliver, o Benji Price, Mark Landers, Toby Misaki, o Julian Ross e o seu problema de coração, o remate falcão do outro apanleirado, o Roberto, etc.
Realmente é um animé fantástico. É engraçadissimo ver futebol assim. Grandes golos, jogadas impossíveis e pseudo fintas. O jogo é animado e como em Inglaterra, ninguém sabe defender. Aparecem sempre sozinhos, ninguém marca o homem, é raro ver um cartão amarelo. Os bonecos abanam-se de um lado para o outro e fazem um drible. Só o pormenor de se notar a curvatura terrestre quando o Tsubasa acelera o jogo é fantástico.
E a personagem principal. Oliver é excepcional. Alem disso ganha sempre. Tem mais técnica, é mais inteligente, treina mais, tem mais querer, maior concentração, maior força mental... e é integro. Nunca podia jogar no inatel. Moralmente é único. Um santo. O rapaz joga a bola todos os dias e nunca diz um palavrão. Um líder, dentro e fora do campo. O maior jogador japonês de todos os tempos. É tão bonzinho que enjoa.

Quando deu pela 1ª vez a série em Portugal, não havia Internet. Os telemóveis custavam cem contos e a malta usava muito a bmx para conhecer miúdas novas.
Assim quando investiguei online a história de Capitan Tsubasa fiquei boquiaberto.

http://en.wikipedia.org/wiki/Captain_Tsubasa

Aqui podemos encontrar tudo sobre a série de culto: Chamo a atenção para a fantástica carreira de Tsubasa a nivél profissional. (O rapaz jogou no São Paulo, no Barcelona e Juventus). Para as biografias detalhadas das várias personagens. De podermos ainda, consultar todos os resultados das 9 temporadas (entre 83 e 2002), entre outras curiosidade e efemérides.

E doidinhos somos nós? 'Tá provado que os nipónicos rebental a escala.


terça-feira, julho 20, 2010

Game, set and match


Viver no campo tem destas coisas.
Repentinamente deixamos a alienação tecnológica e o mundo sedentário para nos dedicarmos ao nosso bem estar. Até eu voltei ao desporto. Tenho disponível uma bicicleta para passear, e para dar uns saltinhos. Infelizmente esta actividade dá-se mal com os meus órgãos genitais.
Assim, sempre que tenho companhia, volto ao meu amor antigo: o ténis
Ainda hoje estive 4 horas, com alguns dos meus melhores amigos, em emocionantes partidas. Federer & Nadal vs Sampras & Agassi.
Este desporto em ambiente rural tem as suas nuances.
Desde já ninguém paga o aluguer do espaço. As freguesias, autarquias, e gatunos afins, têm de "fazer coisas para a juventude". Toda a terrinha, mesmo sem crianças há 30 anos, têm uma infraestrutura desportiva para servir a população. Mas há mais.
Existe um silêncio fantástico. Ideal para a concentração. O court chama-se "campo". "Volar" corresponde a servir. Ninguém sabe os nomes das diferentes pancadas, e isso também não interessa. São "estrangeirices". Mas o facto de se poder discutir a validade das bolas com violenta frequência e, a hipótese de usar ténis brancos justificadamente, seduz os praticantes.
Para quem não esteja ao corrente, não existe hip-hop ou hardcore straight edge no meio rural e ténis brancos, é coisa de emigrante de 2ª geração.
E por cá, estilo é muito importante.

sexta-feira, julho 16, 2010

Ontem fiz amor com uma vampira. Tenho a cama cheia de sangue!

'Tou com uma dor de costas terrível. Passo a explicar...
Eu vivo afastado da população. Praticamente no meio dos bichos. Osgas, sapos, ouriços... até galinhas. Espécies selvagens. De tudo um pouco é avistado nesta zona. Uma coisa que se encontra por aqui com alguma frequência são vampiros. Existem muitos ratinhos do campo, por vezes até uma cabra ou outra, e têm sempre reboques de tractores para descansar um pouco, quando o cansaço chega.
Os locais estão habituados à vampiragem. Toda a gente tem um crucifixo em casa e como à noite dá a telenovela, ninguém se cruza assim muito com os sugadores de sangue. Estes últimos também não morrem de amores pelos camponeses. Não gostam do cheiro. Muitos vampiros migraram para o campo vindos da cidade, e são um pouco snobs com os aldeões. "Viemos pela natureza, pela paz de espírito, pelo sossego, e estas bestas só querem eucalipto, milho transgénico e motos 4. E aquelas rosáceas... Vê-se bem que só bebem vinho de merda."
Eu estou um pouco no meio deste conflito. Consigo ir à tasca local sem precisar de tradutor - sempre tive facilidade com línguas estrangeiras - mas sinto falta do anonimato e da sofisticação. Sou citadino, nado e criado na capital, e frequentei as suas melhores instituições. Carrego estes pergaminhos e valores vitaliciamente. Orgulho-me disso. O meu exílio, prende-se com a deterioração da cidade mais linda do mundo - Lisboa - vitima da ganancia e da corrupção. A migração continuada e em massa, dos filhos dos novos ricos de província, também não tem ajudado. Os novos Lisboetas não percebem patavina da cidade e da sua história. Gostam do cenário e de brincar aos actores, mas nunca conseguirão escrever a peça. Dramaturgicamente falando. É uma tragédia. Agora longe, vivo o campo moderadamente.
Ontem à noite, enquanto passeava o cão, senti um arrepio gélido nas minha espinha. Como que por instinto, voltei-me para trás. Foi com surpresa que o meu olhar encontrou tão confiante e cativante sorriso.
- Olá. Boa noite. Já tinha ouvido falar de ti. És tu o que veio da cidade?
Assim que acabou, começou a caminhar, com deslizantes passos felinos, em direcção ao meu silêncio.
Completamente surpreso, fiquei perdido na sua figura. Hipnotizado por tão harmonioso rosto. O cabelo esvoaçante acabava com a minha reacção. Parecia que o vento tinha combinado com demónio. A sanidade estava derrotada. Só voltei a acordar quando ela insistiu:
- O que foi? O gato comeu-te a língua?
- Boa noite. Eu sou o Daniel. Prazer! - Pus o meu melhor sorriso e estiquei a mão, como se faz nos Estados Unidos.
Ela sorriu de volta e apertou-me a mão. Os dedos eram cuidados, finos. A pele, fria como pedra antiga.
- Eu sou a Inês. O prazer é meu. E ele, como se chama? - apontando para o meu companheiro.
- Ele é o Quentin... e se estivesse no teu lugar.. Tinha cuidado. Daqui a bocado ele pode tentar marcar-te.
- Mas como? Ele morde? - Fazendo uma festa na cabeça do animal.
- Não... mas de repente pode fazer xixi em cima da tua perna. Ele gosta de marcar tudo.
A gargalhada que ela foi contagiante. O som foi perfeito. Reparei então que escondia o sorriso. Como fazem as meninas envergonhadas. O cabelo avermelhado, tinha vida própria. Tudo nela era movimento. Tudo era ondulante e tudo se afastava do vulgar.
O resto foi charme e unhas.
Passeamos toda a noite. Falamos da cidade, das serras, da fraca qualidade da rede de telemóvel no local onde vivemos. Assumiu-se como vampira. Eu assumi-me como heterossexual. Contou-me que no tempo da monarquia, ser judeu era muito mais radical que andar de sk8. Que apesar dos seus 569 anos não teve muitos parceiros sexuais. É esquisita e demora a ficar "pronta". Diz ainda que:
- A maior parte dos homens vem-se depressa demais e não faz ideia de como funciona o corpo de uma mulher. Já nem falo da cabeça. Isso para vocês é um mistério idecifravel - reforçou sorrindo.
- És uma descrente nesse aspecto. Presumo que nem sempre seja fácil viver com tanto cepticismo. Alem de que te deves masturbar bastante - respondi.
Ela voltou a gargalhar, os olhos voltaram a brilhar e nós continuamos a conversa. A Inês é uma vampira sensual. Tem bom aspecto. Tem corpo. É boa, como dizem os trabalhadores do campo. A sua figura é cheia de insinuantes curvas. Não é nada andrógena, sequer esbranquiçada, como aqueles vampiros adolescentes dos filmes de merda que andam ai. Aliás. Fartou-se de gozar com isso. "Mas que vampiro... dito macho...é que anda num Volvo para gaja? Alem de que, nós voamos. Eu daqui para casa vou voar. Não preciso de carro para nada". Ser vampiro deve ser fixe. A cultura geral dá para ganhar todos os concursos da tv. E sem ajudas. Pode-se ser extravagante, sem preconceitos. Contou-me que tem no quintal, uma floresta bonsai, onde vivem anões que apanha pelo país inteiro. Sempre que vai de férias, cá dentro, trás um anão da zona que visitou. "O mais giro é o meu Dádá. Veio do Gerês. É mesmo fofinho e meigo. Faz tudo o que lhe digo... Tenho outro minhoto, mas é ruim. Morde muito e quer sempre violar os animais das quintas vizinhas. Até tenho vergonha de contar isto. Um dias destes, o meu pai, O Rui Vampirão, para o acalmar, levou-o a uma casa de meninas. Não é que o doidinho queria entrar dentro da senhora... mas de cabeça. É de loucos."
Quando faltavam apenas três horas para o sol nascer perguntou-me:
- Tens estores no teu quarto?
- Tenho - respondi prontamente - Porquê não podes apanhar sol?
- Posso. Mas não gosto. Gosto de temperaturas amenas. É raro ir à praia. Mas adorava ir a tua casa...
O resto guardo para mim. Foi muito bom. Aconselho. Vampiras é do melhor. Antes de mais, não há doença que entre com elas. Não têm período, nem sentido de posse. Tudo rijinho mas com experiência. Flexíveis e energéticas. É preciso dar ao cabedal. O toque é um pouco frio, mas nada que não se aguente. O único senão é que engravidam com facilidade.
Mas agora com a nova lei, tudo se arranja.

segunda-feira, julho 12, 2010

O ano da morte de Saramago

Fazer retrospectivas no final do ano, é coisa de bailarino.
Eu faço-o numa altura diferente. Em Julho. Um dos meses mais parvos. O mês onde mais se finge trabalhar. O sétimo mês marca um dos pontos mais importantes do ano: A pré-época do Benfica.
Sei que doravante terei o meu tempo condicionado. Também eu estou em estágio para conseguir aguentar a extensa e penosa temporada futebolistica. Sei ainda que depois das férias de verão, entramos nas depressões, nas filas do desemprego, nos novos programas da tarde.
Assim enquanto espero que fique menos calor para aproveitar o meu verão, entretenho-me a fazer balanços sobre o ano.
Era isso ou andar pelas feiras medievais a brincar com outros adultos, cheios de cabedal e espadas. Tal e qual como numa música de Manowar. Descobri ainda, que existia um festival erótico medieval, onde podemos ver o João Cabeleira (dos Xutos e Pontapés) em cima de um cavalo. Tudo com silicone e fios dental q.b. Varões, brasileiras manhosas, espanholas manhosas, malta do norte, enfim, exotismo para todos os gostos.
Engraçado, os atrasados que andaram pela televisão e exigir o regresso da monarquia em ano de centenário da republica, nunca vão a essas coisas. Vão à tourada. As putas ficam na bancada e os exóticos na arena.
Em 2010 e sempre. Viva o regicidio. Por um pais laico e livre.
No ano da morte de Saramago. Imagino o sorriso do velho comunista, quando leu abençoadas páginas, cheias de rancor e ira. Como ficou feliz com o titulo mundial para a Espanha, depois de ter eliminado Portugal e, como ficou vaidoso. De agora em diante todas os alunos terão de ler obrigatoriamente a sua entediante obra.
Mais uma vez, o comunista comeu as criancinhas.
A comunicação social come governos e prega rasteiras a uma justiça muito manca.
Por falar nisso. Alguém andou a comer criancinhas e ainda não fez a digestão.
Resumindo. Agora vou resumir para outro lado, e depois acabo o que o balanço.

segunda-feira, julho 05, 2010

A internet dos outros

A Internet dos outros é sempre melhor que a minha. É histórico. Desde o tempo dos 56k que não estou em igualdade com outro utilizador qualquer.
A banda larga apenas me aumentou as contas de telefone. Passei a gastar tempo e dinheiro a reclamar, a renegociar, a pedir informações. Gritei com uma série de operadores de call center - essa raça feliz, com aquele brilho nos olhos - tendo recebido em casa um número exagerado de estafetas, técnicos de instalação, entre outros.
Assim não foi com surpresa que mesmo antes de utilizar a nova banda larga tmn, consegui fazer duas reclamações e passar 1h ao telefone a descompor os iluminados que contactam com o publico. "Como se chama?", "Como posso reclamar?", "Quanto tempo vai demorar?", "E o que é que eu tenho a haver com isso?"
Logo pensei. "Tive sapo adsl (em duas casas), netcabo, meo, vodafone, tmn e nenhuma delas funcionou normalmente." Mas os cabrões têm dinheiro para sustentar agências de publicidade e de comunicação, televisões, rádios, etc. Também deviam garantir o funcionamento do serviço tal e qual como anunciado.
Claro que reclamar presencialmente é desmotivante para o consumidor, alem de que ainda existe o fascínio da nova tecnologia, à qual tudo é permitido, mas, sempre achei que o preço exagerado que custa o serviço, tornasse o utilizador mais exigente. Afinal não. Passados mais de dez anos, tudo continua igual. Vemos um anuncio na televisão, telefonamos para um numero esquisito, falamos com um suburbano com fracas competências, esperamos pelo desenrolar normal do processo, até chegar um estafeta lento, por vezes mal cheiroso, ao qual entregamos fotocopias e dinheiro. Assinamos e vamos todos contentes experimentar a nossa Internet nova.
Assim que o facebook vai abaixo, lá estamos a falar com uma parva qualquer, a explicar tudo pela centésima vez e a pensar. "Mas porquê?"

A Dieta - 5 - A Pesagem

IMC - 26,33 Sobrepeso Não me posso pesar todos os dias. Diz que torna a malta ansiosa e acho que a ansiedade engorda. Posso-me pe...